MangueirinhaPR
16.764 habitantes · IBGE 4114401
Resumo socioambiental
Mangueirinha/PR apresenta trajetória de melhoria consistente no saneamento básico, embora ainda com lacunas frente ao Paraná. A cobertura de água atingiu 84,4% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo do estado (96,1%), posicionando o município no percentil 62. A coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021, superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a UF (89,9%), resultado de forte evolução desde 2007 (+92,1 pontos percentuais). O tratamento de esgoto também avançou para 72,6% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (37,7%), embora ainda distante do índice paranaense (78,7%). Chama atenção que o município opera com apenas 1 ETE, mesmo número da mediana nacional, sugerindo que a alta cobertura de tratamento depende de eficiência concentrada nessa estrutura única.
A perda de água na distribuição foi de 28,2% em 2022, ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), mas com piora recente (de 24,8% em 2021), o que pode pressionar a sustentabilidade dos ganhos de cobertura já obtidos. Já a coleta domiciliar de resíduos, segundo o Censo, ficou em 72,9% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (90,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 37,5% para 20,8% desde 2010, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e é bem superior à UF (5,6%). Essa lacuna na gestão de resíduos sólidos é coerente com o aumento das emissões de resíduos, que subiram 7,7% entre 2010 e 2024, atingindo 11.339 tCO₂e, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou queda expressiva de 26,8% entre 2010 e 2024, fechando em 180.446 tCO₂e, ainda assim acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 57. As emissões de energia também cresceram moderadamente (+4,2%), refletindo possivelmente a expansão da matriz hidráulica local, cuja potência instalada avançou para 678 MW em 2024 (+7,5% desde 2010), colocando o município no percentil 96 nacional — um traço estrutural relevante da economia energética local, mas que conta como emissão pelo critério do inventário.
Em relação a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas foram identificadas 2 ocorrências de seca no mesmo ano, indicador que reforça a importância de monitorar a disponibilidade hídrica dado o aumento recorrente de perdas na rede de distribuição. Em síntese, Mangueirinha avançou significativamente em esgotamento sanitário, superando parâmetros nacionais e aproximando-se do padrão estadual, mas ainda enfrenta desafios na gestão de resíduos sólidos e no controle de perdas de água, áreas que devem orientar prioridades de investimento futuro.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
60.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
73.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
678 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
678 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
180.446 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.339 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
31.146 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
