ManhuaçuMG

96.545 habitantes · IBGE 3139409

IA

Resumo socioambiental

Manhuaçu apresenta situação sólida em abastecimento de água e coleta de esgoto, mas um gargalo estrutural grave no tratamento de esgoto, que compromete os ganhos obtidos nas etapas anteriores do saneamento. A cobertura de água atingiu 96,6% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 81 do país. A coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e colocando Manhuaçu no percentil 100. Entretanto, o tratamento de esgoto é de apenas 0,1% em 2022 — muito distante da mediana nacional (37,7%) e da mineira (44,5%), resultando no percentil 25. Essa distorção indica que o esgoto é amplamente coletado, mas majoritariamente despejado sem tratamento, com apenas 1 ETE registrada no município (2020), igual à mediana nacional, porém muito abaixo das 399 unidades médias do estado.

Essa lacuna no tratamento tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que somaram 45.484 tCO₂e em 2024, com alta de 35,3% desde 2010 — cifra muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 93, entre os piores do país nesse quesito. Já a perda de água na distribuição é baixa, 11,6% em 2022, com forte melhora histórica (-68,8% desde 2008) e desempenho muito superior à mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), no percentil 9 — um dos indicadores mais positivos do dossiê. Chama atenção a contradição entre o indicador de coleta de esgoto do SNIS (100%) e o de coleta de resíduos domiciliares do Censo, que caiu para 50,4% em 2022 (de 87,1% em 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do estado (86,1%), sugerindo possível defasagem metodológica entre fontes ou piora real no atendimento domiciliar de coleta de resíduos sólidos.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 422.529 tCO₂e em 2024, com queda de 6,3% desde 2010, mas ainda no percentil 77 nacional, refletindo o peso do setor de energia (215.512 tCO₂e, percentil 90) como principal fonte emissora do município. A potência hidráulica instalada permanece estável em 12 MW desde 2010, levemente acima da mediana nacional (10 MW). Eventos extremos registrados (2 cheias em 2016) colocam o município no percentil 87 nacional para esse indicador, sinalizando exposição a riscos hidrológicos que reforçam a urgência de investimentos em infraestrutura de tratamento de esgoto e gestão de resíduos, áreas onde o município ainda está distante do desempenho observado em água e coleta.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.5%

2024

85
16.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

94.5%

2024

90
2.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.1%

2024

24
88.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.7%

2024

44
14.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

50.4%

2022

15
42.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.4%

2022

74
57.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

12 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

12 MW

2024

55
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

422.529 tCO₂e

2024

23
6.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

45.484 tCO₂e

2024

7
35.3% no período

Emissões de energia

SEEG

215.512 tCO₂e

2024

10
9.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.