Manoel RibasPR
14.576 habitantes · IBGE 4114500
Resumo socioambiental
Manoel Ribas apresenta um quadro de saneamento básico ainda aquém dos padrões nacionais e estaduais, com sinais mistos de evolução. A cobertura de água atingiu 72,2% em 2022, com avanço expressivo de +27,0% desde 2008, mas recuou frente ao pico de 74,2% em 2021 e permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 45. Já a coleta de esgoto é o ponto mais crítico: apenas 38,1% em 2021, com queda de -2,4% no último período, muito aquém da mediana nacional (87,8%) e do estado (89,9%), colocando o município no percentil 20 — um dos indicadores mais defasados do dossiê. O tratamento de esgoto, por sua vez, saltou de 2,5% (2020) para 28,6% (2022), variação de +1.046,6%, refletindo investimento recente em estação de tratamento, embora ainda fique abaixo da mediana nacional (37,7%) e distante do patamar estadual (78,7%).
A perda de água na distribuição foi de 22,8% em 2022, com queda de -18,8% em relação a 2008, situando o município em posição relativamente favorável frente à mediana nacional (29,9%) e ao estado (29,6%), no percentil 31 — ou seja, entre os municípios com menor desperdício relativo. Por outro lado, o descarte inadequado de resíduos domiciliares ainda atinge 22,3% dos domicílios em 2022, bem acima da mediana nacional (14,9%) e do Paraná (5,6%), no percentil 63, mesmo com redução de -39,7% desde 2010. Essa lacuna na destinação de resíduos dialoga com o crescimento das emissões de resíduos no perfil de GEE, que subiram para 8.199 tCO₂e em 2024 (+140,6% desde 2010), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou o avanço observado no esgotamento sanitário.
No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 150.441 tCO₂e em 2024, com queda de -36,7% frente a 2010, ainda que ligeiramente acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 52. As emissões de energia cresceram +33,1% no período, para 37.870 tCO₂e, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando maior peso relativo desse setor na matriz local de emissões. A potência hidráulica instalada permanece estável em 6 MW desde 2010, no exato patamar da mediana nacional, sem expansão recente.
Do ponto de vista de risco hídrico, o município registrou 2 ocorrências de cheia em 2016, acima da mediana nacional (0), e nenhuma seca observada no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,000, superior à mediana nacional (4,000) e ao valor estadual (4,175), no percentil 100, sinalizando perspectiva favorável em termos de disponibilidade hídrica futura, desde que os investimentos em infraestrutura de esgotamento sanitário e gestão de resíduos sejam intensificados para reduzir os passivos ambientais ainda presentes.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
33.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
42.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
22.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
6 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
6 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
150.441 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.199 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
37.870 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
