MantenaMG

27.358 habitantes · IBGE 3139607

IA

Resumo socioambiental

Mantena/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 77,9%, com queda expressiva frente aos anos anteriores (a série mostra patamares acima de 96% entre 2013 e 2021), o que a coloca próxima da mediana nacional (76,5%), mas abaixo da média mineira (84,3%), ocupando o percentil 52. Chama atenção a perda de água na distribuição, que atingiu 43,1% em 2022, patamar acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), posicionando o município no percentil 76 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A combinação de queda na cobertura com aumento das perdas sugere problemas operacionais ou de manutenção na rede de abastecimento que merecem atenção prioritária da gestão local.

Em contrapartida, o saneamento de esgoto é um ponto forte do município: a coleta atingiu 98,0% em 2021 (percentil 64) e o tratamento chegou a 95,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e da média de Minas Gerais (44,5%), posicionando Mantena no percentil 87 nacional. Essa boa performance de tratamento, sustentada por apenas 1 ETE segundo o Atlas de Esgotos da ANA (2020), indica eficiência da infraestrutura existente. Adicionalmente, os domicílios com destino inadequado de resíduos caíram de 21,3% (2010) para 14,3% (2022), aproximando-se da mediana nacional (14,9%), embora ainda distantes do padrão mineiro (7,4%).

No campo climático, as emissões totais de GEE cresceram 37,6% entre 2023 e 2024, atingindo 291.763 tCO₂e, valor acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 69. O incremento é puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou 20,2% no último ano (34.636 tCO₂e, percentil 62), enquanto as emissões de resíduos permaneceram relativamente estáveis, com leve queda de 1,6% (14.724 tCO₂e), ainda assim mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o expressivo percentil 77. Essa elevação nas emissões de energia, sem correspondência em melhoria proporcional dos indicadores de saneamento, sugere a necessidade de políticas municipais voltadas à eficiência energética e à gestão de resíduos, mesmo diante do bom desempenho relativo em tratamento de esgoto.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos são escassos na série disponível: houve 1 registro de cheia em 2016 (percentil 76, acima da mediana nacional zero) e nenhuma seca observada no mesmo ano. A limitação temporal desses dados impede conclusões mais amplas sobre risco hidroclimático, recomendando-se monitoramento contínuo integrado aos indicadores de perda hídrica e emissões, já que ambos evidenciam fragilidades a serem enfrentadas pela gestão municipal nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.9%

2024

57
0.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

76.8%

2024

66
4.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

59.3%

2024

68

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.0%

2024

67
54.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.7%

2022

66
7.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.3%

2022

51
33.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

291.763 tCO₂e

2024

31
37.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.724 tCO₂e

2024

23
1.6% no período

Emissões de energia

SEEG

34.636 tCO₂e

2024

38
20.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.