Mar de EspanhaMG

13.119 habitantes · IBGE 3139805

IA

Resumo socioambiental

Mar de Espanha/MG apresenta um quadro sanitário misto, com forte cobertura de coleta, mas lacuna crítica no tratamento de esgoto. A coleta atingiu 98,0% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e da média mineira (85,0%), colocando o município no percentil 63. Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2012, situação que contrasta com a mediana nacional de 37,7% e a mineira de 44,5% (percentil 25 em 2022). Isso significa que praticamente todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos vêm subindo — 8.018 tCO₂e em 2024, alta de 40,3% desde 2010 e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 59).

No abastecimento de água, a cobertura chegou a 85,7% em 2022, com recuperação recente após queda acumulada de 14,3% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (84,3%, percentil 64). As perdas de água também melhoraram, caindo para 25,1% em 2022 (-31,4% desde 2008), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da mineira (35,0%). Esse avanço na eficiência da rede é positivo e pode estar associado a investimentos em manutenção, embora o dossiê não detalhe valores investidos.

Na gestão de resíduos domiciliares, o município tem desempenho favorável: 87,5% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 72) e apenas 4,4% com destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da mineira (7,4%), percentil 22 — indicando melhor gestão relativa nesse quesito, mesmo com queda de 4,5 pontos na coleta desde 2010.

Quanto às emissões totais de GEE, o município reduziu de 79.346 tCO₂e (2022) para 58.589 tCO₂e em 2024, ainda 49,5% acima do nível de 2010, mas bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 25). As emissões de energia somaram 10.059 tCO₂e em 2024, também inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Registros de eventos hidrológicos são pontuais, com uma cheia registrada em 2016 e nenhuma seca observada no mesmo ano. Em síntese, o principal desafio do município é o tratamento de esgoto, ausente há mais de uma década, o que pressiona as emissões de resíduos e representa risco sanitário e ambiental que exige atenção prioritária dos gestores.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.8%

2024

65
9.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

93.7%

2024

88
2.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

21.3%

2024

72
28.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.5%

2022

72
4.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.4%

2022

78
47.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

58.589 tCO₂e

2024

75
49.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.018 tCO₂e

2024

41
40.3% no período

Emissões de energia

SEEG

10.059 tCO₂e

2024

64
17.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.