Mar VermelhoAL

3.212 habitantes · IBGE 2704906

IA

Resumo socioambiental

Mar Vermelho/AL apresenta em 2024 um quadro de saneamento básico ainda aquém da média nacional, com sinais mistos de evolução. A cobertura de água atingiu 67,8%, com salto expressivo de +36,4% no ano, mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (72,8%), posicionando o município no percentil 43. Já a coleta de esgoto é o ponto mais crítico: caiu de 89,9% em 2021 para apenas 16,0% em 2024, retração de -82,1%, situando o município no percentil 12 nacional — bem distante da mediana de 59,9%. Esse recuo contrasta com a evolução positiva do tratamento de esgoto, que subiu para 33,0% (+531,5% desde 2020), praticamente equiparando-se à mediana nacional (33,3%) e superando com folga a média da UF (10,4%), o que sugere concentração de investimentos no tratamento em detrimento da expansão da rede coletora.

A perda de água na distribuição, embora ainda relevante em 27,5%, está próxima da mediana nacional (29,1%) e muito melhor que a média da UF (63,1%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede quando comparada ao contexto alagoano. No campo dos domicílios, o Censo 2022 mostra avanço na coleta de resíduos domiciliares (74,2%, alta de +42,9% desde 2010), mas o destino inadequado de resíduos ainda atinge 22,3% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (13,0%), colocando o município no percentil 63 — ou seja, entre os piores nesse quesito. Essa fragilidade na destinação final ajuda a explicar por que as emissões de resíduos permanecem em patamar elevado relativo (2.546 tCO₂e em 2024, +8,5% em relação a 2010), mesmo com o total de emissões de GEE do município em trajetória de queda.

Do ponto de vista climático, o desempenho é favorável: as emissões totais de GEE recuaram para 26.851 tCO₂e em 2024 (-35,7% frente a 2010), com o município no percentil 10 nacional — ou seja, entre os menores emissores do país, refletindo também o porte populacional reduzido (~3.212 habitantes). As emissões de energia são residuais (366 tCO₂e, percentil 1), reforçando esse perfil de baixo impacto absoluto. Não há registros de cheias (2016), mas há 2 registros de seca observada no mesmo ano, indicador relevante dado o histórico de estiagem no semiárido alagoano, ainda que sem série temporal recente para monitoramento de tendência.

Em síntese, o desafio prioritário do município está na articulação entre coleta e tratamento de esgoto — o avanço no tratamento perde efetividade sem a correspondente expansão da coleta, hoje em trajetória de forte deterioração. Da mesma forma, a destinação inadequada de resíduos, acima da média nacional e estadual, mantém pressão sobre as emissões do setor, mesmo com o bom desempenho geral de GEE do município. Recomenda-se priorizar a recuperação da rede coletora de esgoto e a melhoria da destinação final de resíduos sólidos como ações de maior custo-benefício socioambiental para os próximos ciclos de investimento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.8%

2024

43
36.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

16.0%

2024

12
82.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

33.0%

2024

50
531.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.5%

2024

54
26.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.2%

2022

46
42.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.3%

2022

37
53.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

26.851 tCO₂e

2024

90
35.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.546 tCO₂e

2024

81
8.5% no período

Emissões de energia

SEEG

366 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.