Marabá PaulistaSP

4.627 habitantes · IBGE 3528700

IA

Resumo socioambiental

Marabá Paulista apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em saneamento institucional convivendo com déficits estruturais de cobertura. A cobertura de água atingiu 58,5% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021 (35,8%), mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e muito abaixo da média paulista (95,2%), posicionando o município no percentil 28. Já o tratamento de esgoto é destaque positivo: 100% em 2022, bem acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%), colocando o município no percentil 100 — desempenho notável considerando a existência de apenas 1 ETE (2020), compatível com a mediana nacional para municípios de porte similar.

Há, contudo, contradição relevante entre os indicadores de esgoto: enquanto o tratamento é pleno, a coleta caiu para 79,9% em 2021 (percentil 43) e os domicílios com coleta recuaram para 53,2% em 2022, queda de 12,3% frente a 2010. Mais grave é o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que subiu para 45,9% em 2022 (percentil 90, entre os piores do país), muito acima da mediana nacional (14,9%) e completamente descolado do padrão estadual (1,0%). Esse gargalo na gestão de resíduos sólidos ajuda a explicar a alta nas emissões do setor de resíduos, que cresceram 11,7% desde 2010, atingindo 3.604 tCO₂e em 2024, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço hídrico, a perda de água caiu para 13,5% em 2022, patamar bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), colocando o município entre os melhores desempenhos do país (percentil 11) — resultado positivo mesmo após oscilações na série histórica, que chegou a 21,7% em 2020.

Nas emissões totais de GEE, o município registrou 306.573 tCO₂e em 2024, com queda de 6,3% desde 2010, mas ainda no percentil 71 nacional, refletindo perfil de emissões acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia recuaram 17% no período (7.300 tCO₂e em 2024), abaixo da mediana nacional, indicando menor pressão relativa desse setor. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, mas a ausência de séries mais recentes limita a análise de riscos hidroclimáticos atuais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.8%

2024

16
2.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

43.1%

2024

34
45.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

29.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

3.3%

2024

99
75.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.2%

2022

18
12.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

45.9%

2022

10
16.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

306.573 tCO₂e

2024

29
6.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.604 tCO₂e

2024

69
11.7% no período

Emissões de energia

SEEG

7.300 tCO₂e

2024

71
17.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.