MaracaíSP
12.826 habitantes · IBGE 3528809
Resumo socioambiental
Maracaí/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima da média nacional, mas enfrenta trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. Em 2022, a cobertura de água atingiu 89,4%, patamar superior à mediana nacional (76,5%) e ao percentil 69, embora represente queda frente ao pico de 96,2% em 2021. Já a coleta e o tratamento de esgoto alcançaram 100,0% em 2021 e 2022, respectivamente, superando amplamente as medianas nacionais (87,8% e 37,7%) e até a média do estado de São Paulo, posicionando o município no percentil 100 em ambos os indicadores — um resultado excepcional para o padrão brasileiro.
A perda de água na distribuição, de 22,1% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), refletindo redução de 48,4% desde 2008, sinal de gestão operacional eficiente da rede. Essa eficiência em saneamento, contudo, contrasta com o desempenho ambiental em emissões: o tratamento universal de esgoto não impediu que as emissões do setor de resíduos permanecessem acima da mediana nacional (8.330 tCO₂e em 2024 vs. 6.191 tCO₂e), ainda que em leve queda de 3,7% na década.
O dado mais crítico é a explosão das emissões totais de GEE, que somaram 448.841 tCO₂e em 2024, alta de 49,2% desde 2010 e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 78. O motor dessa alta é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram (+108,9%) no período, atingindo 310.496 tCO₂e — percentil 93 nacional —, com pico em 2023 (469.949 tCO₂e). Chama atenção que a capacidade instalada de biomassa permaneceu estável em 47 MW desde 2010, sem expansão que acompanhasse ou compensasse o crescimento das emissões energéticas, sugerindo que a matriz local não tem absorvido esse aumento de forma limpa.
Em síntese, Maracaí destaca-se positivamente em saneamento básico, com indicadores de cobertura, coleta e tratamento de esgoto superiores aos padrões nacional e estadual, mas demanda atenção prioritária para o controle das emissões de GEE, especialmente as associadas ao setor energético, que cresceram de forma acentuada na última década e comprometem o desempenho socioambiental geral do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
92.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
98.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
32.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
47 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
448.841 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.330 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
310.496 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
