MaragogiAL
33.232 habitantes · IBGE 2704500
Resumo socioambiental
Maragogi apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes em saneamento básico mas desafios persistentes em coleta de esgoto e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água saltou para 75,2% em 2022, alta de 34,4% frente à série histórica e praticamente equiparada à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 48. Já a coleta de esgoto estagnou em 49,0% desde 2019, muito abaixo da mediana nacional (87,8%), embora superior à média de Alagoas (30,1%), refletindo um problema mais estrutural do estado do que específico do município. Chama atenção a perda de água, que caiu drasticamente para 21,6% em 2022 — melhora expressiva ante os patamares de 60-70% registrados até 2017 — ficando inclusive melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (43,9%), indicando ganhos reais de eficiência operacional do sistema.
O tratamento de esgoto, em 73,7% (2022), destaca-se positivamente, superando com folga a mediana nacional (37,7%) e estadual (26,3%), colocando o município no percentil 72. Contudo, essa capacidade de tratamento convive com apenas 1 ETE em operação (2020) e baixa cobertura de coleta domiciliar (48,5% em 2022, queda de 25,8% desde 2010), sugerindo que parte do esgoto gerado não chega às estações. O indicador de destino inadequado de dejetos em domicílios, embora tenha melhorado bastante (de 34,6% para 18,2% entre 2010 e 2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a estadual (13,0%), reforçando que a infraestrutura de coleta não acompanhou a expansão do tratamento.
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 90.281 tCO₂e em 2024 (-11,1% no período), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de energia mais que dobraram desde 2010, atingindo 40.838 tCO₂e (+145,6%), acima da mediana nacional e no percentil 66, provavelmente associadas ao crescimento urbano e turístico do município. As emissões de resíduos também cresceram significativamente (+85,8%, para 16.078 tCO₂e), superando a mediana nacional e situando Maragogi no percentil 79 — tendência coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o aumento populacional, que pressionam a geração de resíduos sem tratamento adequado.
Em síntese, Maragogi avançou de forma notável na redução de perdas de água e na cobertura hídrica, mas enfrenta um gargalo estrutural na coleta de esgoto e no crescimento das emissões associadas a energia e resíduos. A integração entre expansão da rede coletora e a capacidade já instalada de tratamento deve ser prioridade dos gestores, assim como o monitoramento das emissões energéticas, que crescem em ritmo mais acelerado que a média nacional.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.5%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
60.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
72.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
90.281 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.078 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
40.838 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
