Marajá do SenaMA

7.165 habitantes · IBGE 2106359

IA

Resumo socioambiental

Marajá do Sena/MA apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com sinais de deterioração na infraestrutura hídrica. A cobertura de água atingiu 58,8% em 2022, avanço de 8,5% em relação ao início da série, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e ligeiramente inferior à média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 28 do país. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou de 17,5% em 2017 para 51,5% em 2022 — alta de 194,1% no período —, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar estadual (56,3%), o que indica ineficiência crescente na rede apesar da leve expansão da cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê: apenas 20,4% dos domicílios têm coleta de esgoto em 2022, muito distante da mediana nacional (76,9%) e da média maranhense (65,5%), colocando o município no percentil 2 do país. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 76,7% dos domicílios, o pior valor possível na comparação nacional (percentil 100), ainda que tenha recuado 12,7% desde 2010. Essa carência estrutural de saneamento é coerente com o padrão observado nas emissões de resíduos, que somaram 2.036 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 12), refletindo mais a escala reduzida do município do que eficiência de gestão.

No eixo climático, as emissões totais de GEE alcançaram 2,77 milhões de tCO₂e em 2024, alta de 23,4% desde 2010, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 96 — perfil típico de municípios com forte componente de uso da terra e agropecuária. As emissões de energia, embora com participação menor no total, cresceram de forma acelerada, passando de 2.070 tCO₂e em 2021 para 7.435 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Eventos hidrológicos registrados em 2016 mostram exposição a extremos climáticos, com 1 registro de cheia (percentil 76) e 2 registros de seca (percentil 64) frente ao Brasil, sinalizando vulnerabilidade adicional que se soma às fragilidades estruturais de saneamento. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade urgente de investimento em coleta e tratamento de esgoto e em redução de perdas na rede de água, áreas onde o município está entre os piores do país, ao mesmo tempo em que o perfil de emissões elevado reforça a importância de monitorar o uso da terra como principal vetor climático local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.4%

2024

24
1.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

97.0%

2024

0
454.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

20.4%

2022

2
68.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

76.7%

2022

0
12.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.770.734 tCO₂e

2024

4
23.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.036 tCO₂e

2024

88
42.0% no período

Emissões de energia

SEEG

7.435 tCO₂e

2024

71

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.