MaraúBA

25.626 habitantes · IBGE 2920700

IA

Resumo socioambiental

Maraú/BA apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a apenas 18,6% em 2022, posicionando o município no percentil 3 do país — ou seja, praticamente todos os municípios brasileiros têm desempenho superior neste indicador (mediana nacional de 76,5% e média estadual de 80,7%). Embora tenha havido leve avanço (+15,1% desde 2008), o patamar permanece extremamente baixo. A coleta de resíduos domiciliares também é insuficiente, atingindo 53,5% dos domicílios em 2022 (percentil 18), enquanto o destino inadequado de resíduos, apesar de ter recuado significativamente de 53,4% (2010) para 29,1% (2022), ainda é quase o dobro da mediana nacional (14,9%), posicionando o município no percentil 73 — entre os piores do país nesse quesito.

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que embora esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), com 17,2% em 2022 (percentil 18), mostra trajetória de deterioração ao longo da série: partiu de 8,6% em 2008 e chegou a picos de 24% (2012) e 22,8% (2019), indicando fragilidade na gestão da infraestrutura hídrica, ainda que tenha recuado nos últimos três anos. Essa combinação de baixa cobertura de água com perdas elevadas sugere que o sistema de abastecimento é limitado tanto em alcance quanto em eficiência.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 121.266 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 46), mas com trajetória bastante instável, tendo atingido picos de 378.984 tCO₂e (2017) e 318.724 tCO₂e (2022). As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram de forma consistente (+33,9% desde 2010, alcançando 12.423 tCO₂e em 2024) e estão bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 72 — um reflexo direto da deficiência na gestão de destinação de resíduos já identificada nos indicadores de saneamento. As emissões de energia também cresceram fortemente (+230,7%), embora ainda abaixo da mediana nacional.

Em síntese, Maraú enfrenta desafios estruturais de saneamento que se traduzem em impactos ambientais mensuráveis, especialmente nas emissões associadas a resíduos. A melhora observada no destino inadequado de domicílios é positiva, mas insuficiente frente ao padrão nacional, e a baixíssima cobertura de água é a lacuna mais urgente a ser enfrentada pela gestão municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

10.4%

2024

1
32.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.2%

2024

77
35.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.5%

2022

18
14.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.1%

2022

27
45.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

121.266 tCO₂e

2024

54
217.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.423 tCO₂e

2024

28
33.9% no período

Emissões de energia

SEEG

16.135 tCO₂e

2024

53
230.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.