MaravilhaSC

30.155 habitantes · IBGE 4210506

IA

Resumo socioambiental

Maravilha/SC apresenta um quadro socioambiental marcado por avanços no abastecimento de água, mas com defasagem crítica em saneamento de esgoto e trajetória preocupante de emissões. A cobertura de água atingiu 95,4% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 79. Contudo, a perda de água na distribuição chegou a 46,3% no mesmo ano — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%) —, indicando ineficiência operacional relevante que compromete o potencial pleno do bom índice de cobertura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município: a coleta atingiu apenas 8,1% em 2021, muito distante da mediana nacional (87,8%) e da própria UF (43,6%), colocando Maravilha no percentil 6 — entre as piores posições do país. O tratamento de esgoto, de 21,6% em 2022, também fica abaixo da mediana nacional (37,7%). Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário ajuda a explicar o crescimento acentuado das emissões de resíduos, que saltaram 176,5% entre 2010 e 2024, atingindo 13.510 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 75, sugerindo tratamento inadequado de efluentes e resíduos como fonte crescente de gases de efeito estufa.

O perfil de emissões totais do município também chama atenção: as emissões de GEE somaram 221.220 tCO₂e em 2024, com alta de 47,2% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 63. O destaque negativo é o setor energético, cujas emissões triplicaram (+173,0%) no período, chegando a 161.797 tCO₂e — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 87. Em contrapartida, a matriz de geração local permanece estagnada, com potência hidráulica (950 kW) e de biomassa (3 MW) inalteradas desde 2010/2011, sem expansão de fontes renováveis que pudesse compensar o crescimento das emissões energéticas.

Do ponto de vista de gestão domiciliar de resíduos, o percentual de domicílios com coleta caiu de 91,2% (2010) para 73,8% (2022), uma retração de 19,1 pontos percentuais que merece investigação, ainda que o destino inadequado de resíduos (8,4%) permaneça abaixo da mediana nacional (14,9%). Em síntese, o município combina infraestrutura hídrica relativamente sólida com déficits estruturais em esgotamento sanitário e uma trajetória de emissões crescente, especialmente em energia e resíduos, que devem orientar prioridades de investimento público nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.7%

2024

68
4.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

18.7%

2024

14
130.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

23.8%

2024

44

Perda de água

SNIS/SINISA

39.8%

2024

29
26.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.8%

2022

45
19.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.4%

2022

65
5.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

950 kW

2024

18
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

221.220 tCO₂e

2024

37
47.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.510 tCO₂e

2024

25
176.5% no período

Emissões de energia

SEEG

161.797 tCO₂e

2024

13
173.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.