MarcoCE

27.064 habitantes · IBGE 2307809

IA

Resumo socioambiental

Marco/CE apresenta quadro de saneamento frágil e emissões crescentes, com desempenho abaixo da média nacional na maioria dos indicadores. A cobertura de água atingiu 68,7% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (71,6%), colocando o município no percentil 44 — porém houve queda relevante frente aos picos de 82,6% (2022) e 81,4% (2023), sugerindo instabilidade na prestação do serviço. A situação do esgotamento sanitário é mais crítica: a coleta de esgoto caiu para 5,1% em 2024 (percentil 5, muito distante da mediana nacional de 59,9%), e o tratamento, embora em leve recuperação, permanece baixo, em 5,9% (percentil 30, contra mediana de 33,3%). Esse gargalo estrutural em coleta e tratamento ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do município cresceram 98,4% entre 2010 e 2024, atingindo 15.405 tCO₂e em 2024 — valor bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 78), indicando que a gestão inadequada de dejetos e resíduos sólidos é um vetor relevante de impacto climático local.

No recorte domiciliar, o Censo 2022 mostra avanço na coleta de resíduos, com 77,1% dos domicílios atendidos (próximo à mediana nacional e à UF, ambas em torno de 77%), e redução do destino inadequado para 16,3%, ainda ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%). A perda de água na distribuição também recuou para 15,7% em 2024, patamar melhor que a mediana nacional (29,1%) e a UF (40,5%), sinalizando eficiência operacional relativamente boa nesse aspecto, mesmo com oscilação histórica acentuada (chegou a 50,7% em 2016).

O balanço de emissões totais é preocupante: o município somou 223.581 tCO₂e em 2024, alta de 49,5% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 63. As emissões de energia também cresceram 39,8% no período, para 44.006 tCO₂e (percentil 67), enquanto a capacidade solar instalada permanece estagnada em 2 MW desde 2020, sem evolução que compense esse crescimento. Some-se a isso o histórico de eventos extremos registrados em 2016 (1 registro de cheia e 12 de seca), com o município posicionado nos percentis 76 e 90 nacionalmente para esses riscos, reforçando a necessidade de políticas integradas de saneamento, resiliência hídrica e mitigação de emissões para reverter as trajetórias negativas identificadas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.7%

2024

44
68.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

5.1%

2024

5
61.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

5.9%

2024

30

Perda de água

SNIS/SINISA

15.7%

2024

86
23.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.1%

2022

50
33.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.3%

2022

47
61.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

67
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

67
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

223.581 tCO₂e

2024

37
49.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.405 tCO₂e

2024

22
98.4% no período

Emissões de energia

SEEG

44.006 tCO₂e

2024

33
39.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.