Marcos ParentePI

4.848 habitantes · IBGE 2206001

IA

Resumo socioambiental

Marcos Parente/PI apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em água e destinação de resíduos domiciliares, mas retrocesso relevante em esgotamento sanitário e perdas hídricas. A cobertura de água atingiu 86,2% em 2023, acima da mediana nacional (73,2%), embora abaixo do próprio pico do município em 2019 (98,7%), indicando queda recente após anos de excelência. Já a coleta de esgoto recuou para 22,3% em 2023 (-28,8% frente a 2021), ficando muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (54,1%); o tratamento, em 22,7%, está também aquém da mediana nacional (33,3%), embora supere ligeiramente a média estadual (21,0%). Esse hiato entre água distribuída e esgoto coletado/tratado é preocupante, pois sugere aumento no volume de efluentes sem destinação adequada.

A perda de água é o indicador mais crítico: saltou para 61,2% em 2023, mais que dobrando frente à década (39,0% em 2010) e superando com folga a mediana nacional (29,1%) e a UF (23,6%). Essa deterioração na eficiência da rede compromete a sustentabilidade do sistema, mesmo com boa cobertura nominal de água, e pode estar associada à falta de investimentos em manutenção de infraestrutura.

Por outro lado, os indicadores de resíduos domiciliares mostram evolução positiva: a coleta domiciliar chegou a 83,6% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), enquanto o destino inadequado caiu para 12,1%, quase pela metade desde 2010 (21,8%), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e bem abaixo da UF (26,3%). Essa melhora, no entanto, não se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram continuamente até 2.896 tCO₂e em 2024 (+73,8% desde 2010), embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE são o ponto de maior atenção ambiental: 190.570 tCO₂e em 2024, alta de 253,6% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 59. As emissões de energia também cresceram (3.867 tCO₂e, +123,6%), mas permanecem bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 16. Registros hidrológicos de 2016 mostram ausência de cheias, mas 5 ocorrências de seca, sinalizando maior exposição a estiagens, compatível com o padrão climático do semiárido piauiense. Em conjunto, os dados indicam que o município avançou na gestão de resíduos sólidos, mas precisa priorizar investimentos em redução de perdas de água e ampliação do esgotamento sanitário, além de monitorar o crescimento das emissões totais de GEE.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.2%

2023

7.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

22.3%

2023

28.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

22.7%

2023

14.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

61.2%

2023

56.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.6%

2022

63
6.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.1%

2022

56
44.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

190.570 tCO₂e

2024

41
253.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.896 tCO₂e

2024

76
73.8% no período

Emissões de energia

SEEG

3.867 tCO₂e

2024

84
123.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.