Marechal Cândido RondonPR
58.140 habitantes · IBGE 4114609
Resumo socioambiental
Marechal Cândido Rondon apresenta em 2024 cobertura de água de 92,7%, patamar superior à mediana nacional (73,2%) e à média paranaense (89,5%), posicionando o município no percentil 82. Contudo, houve retração de -7,3% frente à cobertura universal mantida entre 2010 e 2022, com queda relevante já em 2023 (91,2%). A perda de água na distribuição, de 27,7%, é o principal ponto de atenção nesse eixo: embora tenha recuado desde o pico de 34,0% em 2011, ainda supera o ideal operacional e fica próxima da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%), sugerindo que parte do esforço de captação não se traduz em abastecimento efetivo.
O saneamento de esgoto é o indicador mais crítico do município. A coleta atinge apenas 35,7% dos domicílios e o tratamento 25,0% em 2024, ambos abaixo da mediana nacional (59,9% e 33,3%, respectivamente) e muito distantes da média do Paraná (82,9% e 78,8%), posicionando Marechal Cândido Rondon nos percentis 27 e 45. Ainda assim, o avanço histórico é expressivo: a coleta saiu de apenas 2,9% em 2009 para os atuais 35,7%, e o tratamento praticamente inexistia antes de 2014. O município opera apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional mas muito aquém das 279 unidades médias do estado, o que ajuda a explicar o gargalo. Por outro lado, o indicador de destino inadequado de dejetos por domicílios (10,4% em 2022) é melhor que a mediana nacional (14,9%), embora pior que a média estadual (5,6%), indicando que soluções individuais (fossas) ainda suprem parte da lacuna da rede coletiva.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 530.944 tCO₂e em 2024, com o município no percentil 81 nacional — bem acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora represente fração ínfima do total estadual. As emissões de resíduos chamam atenção: 36.418 tCO₂e (percentil 91, quase 6 vezes a mediana nacional), crescimento de 42,3% desde 2010, e que dialogam diretamente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a lacuna de infraestrutura sanitária. As emissões de energia, embora também elevadas frente à mediana nacional (149.154 tCO₂e, percentil 86), vêm em trajetória de queda (-15,5% desde 2010).
A matriz energética renovável local é modesta e estagnada: potência solar e biomassa mantidas nos mesmos patamares (1 MW e 6 MW, respectivamente) há mais de uma década, sem expansão registrada até 2024. A biomassa está ligeiramente acima da mediana nacional (5 MW), mas a energia solar segue estável desde 2010, sem acompanhar o crescimento observado em outros municípios brasileiros. Diante desse quadro, o principal desafio de gestão é acelerar investimentos em coleta e tratamento de esgoto — hoje o gargalo mais evidente e conectado ao aumento das emissões de resíduos — associando isso à redução das perdas de água na rede de distribuição.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
35.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
25.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
10 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
530.944 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
36.418 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
149.154 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
