Mariana PimentelRS

4.003 habitantes · IBGE 4311981

IA

Resumo socioambiental

Mariana Pimentel/RS apresenta um quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atende apenas 16,8% da população em 2022, praticamente estagnada desde 2014 e situada no percentil 2 nacional, contra uma mediana brasileira de 76,5% e um índice gaúcho de 88,1%. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta não passa de 0,1% (2020) e o tratamento de esgoto, que já era incipiente (3,0% em 2019), zerou completamente em 2022, enquanto o Brasil trata em mediana 37,7% e o Rio Grande do Sul, 30,8%. Chama atenção também a queda abrupta nos domicílios com coleta de resíduos, de 79,8% em 2010 para apenas 24,1% em 2022 — percentil 2 nacional —, embora o indicador de destino inadequado tenha melhorado (de 20,1% para 5,5% no mesmo período), sugerindo possível mudança na forma de disposição domiciliar sem necessariamente indicar avanço estrutural em coleta pública.

Do ponto de vista positivo, a perda de água na distribuição recuou para 16,4% em 2022, patamar melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (36,5%), posicionando o município no percentil 16 — um resultado que contrasta com a baixíssima cobertura, indicando que a rede existente é relativamente eficiente, embora atenda a uma parcela mínima da população.

Em relação às emissões de GEE, o município registrou 109.921 tCO₂e em 2024, com forte oscilação ao longo da série histórica e variação acumulada de +95,4% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 43. As emissões por resíduos cresceram de forma constante, atingindo 1.629 tCO₂e em 2024 (+46,9% desde 2010), tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a fragilidade da coleta domiciliar, ainda que o valor absoluto permaneça bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia mantiveram-se estáveis, em 5.430 tCO₂e (2024), também abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas foram observados 2 registros de seca, indicando maior propensão a estiagens do que a inundações no período analisado, embora a série disponível seja limitada a um único ano. Em síntese, o principal desafio do município está concentrado no saneamento básico — cobertura de água e esgotamento sanitário praticamente inexistentes —, o que demanda investimento prioritário, especialmente considerando que a ausência de tratamento de esgoto tende a pressionar indicadores ambientais futuros, incluindo emissões associadas a resíduos e qualidade dos corpos hídricos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

16.5%

2024

3
6.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.1%

2020

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.0%

2024

78
27.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

24.1%

2022

2
69.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.5%

2022

74
72.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

109.921 tCO₂e

2024

57
95.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.629 tCO₂e

2024

93
46.9% no período

Emissões de energia

SEEG

5.430 tCO₂e

2024

77
0.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.