Marianópolis do TocantinsTO

4.772 habitantes · IBGE 1712504

IA

Resumo socioambiental

Marianópolis do Tocantins apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no acesso à água e retrocessos relevantes em perdas hídricas e destinação de resíduos. A cobertura de água atingiu 78,9% em 2022, patamar próximo da mediana nacional (76,5%) mas ainda abaixo da média do Tocantins (86,6%), refletindo salto expressivo ocorrido entre 2019 (53,9%) e 2020 (79,3%). Esse ganho, no entanto, é ofuscado pela perda de água na distribuição, que chegou a 59,3% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%), posicionando o município no percentil 92, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A expansão da rede parece não ter sido acompanhada de melhorias operacionais que reduzam o desperdício.

No saneamento de resíduos sólidos, a situação também é preocupante: apenas 62,5% dos domicílios tinham coleta em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), com percentil 29. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 37,4% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional e da UF (14,9% em ambos), colocando o município no percentil 83 — entre os piores do Brasil. Ainda assim, houve melhora de 22,7% desde 2010, indicando trajetória positiva, porém lenta.

Em emissões de GEE, o município reduziu suas emissões totais em 32,4% desde 2010, alcançando 467.544 tCO₂e em 2024, mas ainda no percentil 79 nacional, puxado majoritariamente por atividades de uso da terra e agropecuária, típicas do perfil rural tocantinense. As emissões de resíduos, por outro lado, são baixas em termos absolutos (2.191 tCO₂e, percentil 14), condizentes com a pequena população, mas o dado é incoerente com os indicadores de cobertura de coleta, sugerindo que parte dos resíduos não coletados pode não estar sendo contabilizada nas emissões formais. Já as emissões de energia cresceram 362,6% desde 2010, atingindo 23.375 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), acompanhando o mesmo período de expansão da infraestrutura de água — o que pode indicar aumento no consumo energético do sistema de abastecimento.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, únicos dados disponíveis nessa série, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o município avançou no acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais de eficiência hídrica e de gestão de resíduos sólidos, exigindo investimentos prioritários em redução de perdas na distribuição e ampliação da coleta domiciliar, que tendem a gerar ganhos ambientais e sanitários simultâneos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.5%

2024

23
2.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

60.0%

2024

10
17.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.5%

2022

29
21.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.4%

2022

17
22.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

467.544 tCO₂e

2024

21
32.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.191 tCO₂e

2024

86
9.0% no período

Emissões de energia

SEEG

23.375 tCO₂e

2024

46
362.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.