MaricáRJ

211.986 habitantes · IBGE 3302700

IA

Resumo socioambiental

Maricá apresenta um quadro de saneamento crítico e em deterioração, combinado com trajetória crescente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 58,0% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do estado do RJ (89,1%), posicionando o município no percentil 27 do país. Mais grave é a perda de água, que saltou de 21,6% (2008) para 57,7% (2022) — variação de +167,8% —, colocando Maricá no percentil 91 nacional, ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador, o que sugere problemas estruturais na rede de distribuição que comprometem a eficiência do sistema hídrico.

O saneamento de esgoto é o ponto mais preocupante: a coleta caiu para 4,6% (2021) e o tratamento para apenas 1,7% (2022), ambos muito distantes das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e também abaixo da média fluminense. O município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, mas claramente insuficiente para atender a população de quase 212 mil habitantes. Paradoxalmente, os dados de domicílios (Censo) mostram indicadores mais favoráveis — 91,8% com coleta de resíduos domiciliares (2022) e apenas 0,9% com destino inadequado —, o que evidencia uma dissociação entre a gestão de resíduos sólidos domiciliares (relativamente eficiente) e a infraestrutura de esgotamento sanitário (SNIS), fortemente deficitária.

Essa fragilidade no tratamento de esgoto tem relação direta com o aumento das emissões de resíduos, que passaram de 74.251 tCO₂e (2010) para 174.497 tCO₂e (2024), alta de 135%, colocando Maricá no percentil 98 nacional — um dos piores do país nesse quesito. As emissões totais de GEE também cresceram 84% no período, atingindo 417.338 tCO₂e em 2024 (percentil 77), impulsionadas tanto por resíduos quanto por energia (+99,1%, para 238.317 tCO₂e). Esse cenário indica que o crescimento populacional e urbano do município não foi acompanhado por investimentos proporcionais em infraestrutura sanitária e de tratamento de efluentes, ampliando o passivo ambiental.

Em síntese, Maricá enfrenta um desafio duplo: modernizar urgentemente a rede de água e esgoto — hoje muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais — e conter a trajetória ascendente de emissões, especialmente as vinculadas a resíduos. A combinação de baixa cobertura sanitária, altíssima perda de água e emissões crescentes sugere que investimentos em infraestrutura devem ser tratados como prioridade para reverter indicadores que colocam o município entre os piores do país em múltiplas dimensões socioambientais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.3%

2024

58
35.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

12.5%

2024

10
376.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

10.3%

2024

34
9.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

37.4%

2024

33
115.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.8%

2022

82
1.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.9%

2022

94
87.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

417.338 tCO₂e

2024

23
84.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

174.497 tCO₂e

2024

2
135.0% no período

Emissões de energia

SEEG

238.317 tCO₂e

2024

9
99.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.