MarliériaMG

4.761 habitantes · IBGE 3140308

IA

Resumo socioambiental

Marliéria/MG apresenta em 2024 cobertura de água de 75,3% e coleta de esgoto também em 75,3%, ambos indicadores em queda frente aos picos históricos (que chegaram a 100% em diversos anos da série). Apesar da redução recente, a coleta de esgoto ainda supera a mediana nacional (59,9%) e fica próxima da média mineira (78,2%), posicionando o município no percentil 64. Já a cobertura de água está no percentil 53, ligeiramente acima da mediana nacional (73,2%), mas abaixo do patamar estadual (83,3%). O ponto mais crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2010, bem distante da mediana nacional (33,3%) e da mineira (44,6%) — ou seja, o esgoto é coletado, mas não tratado, o que representa um passivo ambiental relevante mesmo com boa cobertura de coleta.

Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu para 7,4% em 2024 após oscilações expressivas (chegou a 86,9% em 2021), situando o município em posição muito favorável (percentil 4, o melhor grupo do país) e bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (35,8%). Essa melhora sugere ganhos operacionais recentes no sistema de abastecimento, embora a série irregular indique instabilidade histórica na gestão. Quanto aos resíduos domiciliares, o destino inadequado caiu de 12,9% (2010) para 3,1% (2022), com queda de 75,9%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e do percentil estadual (17), refletindo avanço consistente na destinação adequada.

Em emissões, o município é comparativamente pequeno emissor: as emissões totais de GEE somaram 5.153 tCO₂e em 2024 (percentil 4 nacional), muito abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). Contudo, houve alta de 17,4% no último ano, com emissões de energia subindo 47,9% (para 4.280 tCO₂e) e de resíduos subindo 23,8% (para 2.324 tCO₂e) — este último aumento coerente com a ausência de tratamento de esgoto, que pode gerar emissões adicionais por decomposição não controlada. Não há registros recentes de eventos extremos (cheia ou seca) além de um único registro de cheia em 2016, sem série atualizada para monitoramento de risco hídrico.

Em síntese, Marliéria combina bons indicadores de perdas de água e destinação de resíduos com uma lacuna estrutural grave no tratamento de esgoto, que merece prioridade de investimento, especialmente diante do crescimento recente das emissões de resíduos e energia.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.3%

2024

53
24.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

75.3%

2024

64
8.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

7.4%

2024

96

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.9%

2022

68
1.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.1%

2022

83
75.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

5.153 tCO₂e

2024

96
17.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.324 tCO₂e

2024

84
23.8% no período

Emissões de energia

SEEG

4.280 tCO₂e

2024

82
47.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.