MartinsRN

8.411 habitantes · IBGE 2407401

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Resumo socioambiental

Martins/RN apresenta cobertura de água de 86,1% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média do RN (75,1%), posicionando o município no percentil 71. A série histórica mostra melhora expressiva desde 2010 (61,3%), embora com oscilações relevantes, incluindo um pico atípico de 100% em 2018. A perda de água caiu para 27,9% em 2024, redução de 50,1% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e bem abaixo do RN (40,7%). A queda consistente nas perdas desde 2020 sugere avanços na gestão operacional do sistema, o que é positivo dado o contexto de semiárido do município.

No saneamento domiciliar, a coleta de esgoto atingiu 77,2% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%) mas abaixo do patamar estadual (86,4%). O destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 32,3% em 2010 para 9,7% em 2022, queda de quase 70%, superando a mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do RN (9,3%). Essa melhoria em saneamento não se refletiu proporcionalmente nas emissões de resíduos, que somaram 3.923 tCO₂e em 2024, com aumento de 19,3% desde 2010 — indicando que o crescimento populacional ou de geração de resíduos pode estar compensando os ganhos em destinação adequada.

Em emissões totais de GEE, Martins registrou 24.394 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 9 — entre os menores emissores do país. Contudo, houve crescimento de 107,2% desde 2010, puxado principalmente pelas emissões de energia, que mais que dobraram (+122,7%), chegando a 7.331 tCO₂e em 2024. Esse crescimento acelerado no setor energético merece atenção, ainda que os valores absolutos permaneçam baixos em comparação nacional e estadual.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias em 2016 (mediana nacional também é zero), mas a seca observada foi de 7 registros no mesmo ano, valor pontual sem série histórica para análise de tendência. Dado o contexto climático do semiárido potiguar, a queda nas perdas de água e a manutenção de cobertura acima da média nacional são fatores importantes de resiliência hídrica, mas o monitoramento de secas e a contenção do crescimento das emissões de energia devem ser prioridades para a gestão local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.1%

2024

71
40.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.9%

2024

53
50.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.2%

2022

51
14.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.7%

2022

62
69.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

24.394 tCO₂e

2024

91
107.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.923 tCO₂e

2024

66
19.3% no período

Emissões de energia

SEEG

7.331 tCO₂e

2024

71
122.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.