MataRS
4.786 habitantes · IBGE 4312104
Resumo socioambiental
Mata/RS apresenta um cenário socioambiental misto, com destaque para a fragilidade no saneamento de água. A cobertura de abastecimento atingiu 51,9% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 22 do país — ou seja, entre os piores desempenhos relativos. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou de patamares baixos em 2011 (8,1%) para 35,0% em 2022, um aumento acumulado de 63,8% no período, superando a mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo da média gaúcha (36,5%). Essa combinação de baixa cobertura e alta perda indica ineficiência operacional relevante no sistema de água, um ponto crítico para priorização de investimentos.
Em contrapartida, o manejo de resíduos sólidos mostrou evolução positiva. A coleta domiciliar avançou de 57,0% em 2010 para 84,5% em 2022, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a média estadual (82,7%), e o destino inadequado dos dejetos caiu de 42,9% para 13,9% no mesmo período — queda de 67,5%, aproximando-se da mediana nacional (14,9%) e sinalizando melhoria consistente na gestão de resíduos. Essa evolução é coerente com o comportamento das emissões de resíduos no SEEG, que permaneceram relativamente estáveis e baixas (2.176 tCO₂e em 2024), muito abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 14, entre os mais baixos emissores nessa categoria.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram de forma expressiva, de 191.059 tCO₂e em 2022 para 104.700 tCO₂e em 2024, recuo de 22,6% no período recente, embora ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e é superior, portanto Mata está abaixo dela, no percentil 42). As emissões de energia também recuaram (-4,4% desde 2010), mantendo-se bem abaixo da mediana nacional, o que sugere uma matriz de baixo impacto energético relativo ao porte do município.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, os registros de 2016 mostram 2 ocorrências de cheia e 3 de seca, valores that, embora numericamente baixos em termos absolutos, superam a mediana nacional (0 registros), colocando o município em percentis elevados (87 para cheias e 68 para secas) frente ao histórico nacional daquele ano. Esse dado reforça a necessidade de atenção à gestão hídrica, especialmente considerando as perdas expressivas no sistema de abastecimento já identificadas, já que infraestrutura frágil de água tende a ampliar a vulnerabilidade a esses eventos climáticos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
50.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
40.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
104.700 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.176 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.732 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
