Mata VerdeMG
9.458 habitantes · IBGE 3140555
Resumo socioambiental
Mata Verde/MG apresentou em 2024 cobertura de água de 83,2%, com salto expressivo de +2,5 p.p. após anos de queda contínua desde 2019 (de 80,7% para 69,2% em 2023), recuperando-se para um patamar acima da mediana nacional (73,2%) e praticamente igual à média mineira (83,3%, percentil 65). Já a coleta de esgoto, embora ainda superior à mediana do país (76,3% ante 59,9%), vem em trajetória de declínio desde o pico de 100% entre 2012 e 2016, e o tratamento de esgoto, apesar de subir para 65,2% em 2024 e superar folgadamente a mediana nacional (33,3%) e a mineira (44,6%, percentil 72), reflete uma infraestrutura frágil sustentada por apenas 1 ETE (2020), mesmo número da mediana nacional mas muito aquém das 399 unidades médias do estado.
A perda de água na distribuição, de 15,2% em 2024, é favorável frente à mediana nacional (29,1%) e estadual (35,8%), posicionando o município no percentil 13 (baixo, o que é positivo neste indicador de "maior=pior"); contudo, a série mostra oscilação relevante, com pico de 22% em 2022 antes da melhora recente, sugerindo instabilidade operacional do sistema de abastecimento. No saneamento domiciliar, o Censo 2022 indica 83,7% de domicílios com coleta de esgoto (acima da mediana nacional de 76,9%, mas abaixo da mineira de 86,1%) e destino inadequado de 16,2%, superior à mediana do país (14,9%) e mais que o dobro da média de Minas Gerais (7,4%), evidenciando que parte da população ainda depende de soluções individuais ou informais, mesmo com a melhora de -17,9% desde 2010.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 158.367 tCO₂e em 2024, alta de 50,1% desde 2010, situando o município no percentil 54 nacional — próximo à mediana (138.513 tCO₂e), mas com trajetória de crescimento nos últimos dois anos. As emissões de resíduos, de 3.667 tCO₂e, cresceram 60,6% no período mas permanecem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 32), o que é coerente com a expansão observada no tratamento de esgoto, ainda que o crescimento constante desse indicador acenda alerta para a gestão de resíduos sólidos. As emissões de energia (5.868 tCO₂e) também estão bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 24), indicando perfil emissor concentrado fora do setor energético, provavelmente em agropecuária ou mudança de uso da terra, dada a volatilidade da série total de GEE.
Em eventos extremos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 4 registros de seca, valor moderado frente à média estadual de Minas Gerais (1.609) e percentil 72, sinalizando maior exposição relativa à estiagem do que a inundações. Em conjunto, os dados mostram um município com infraestrutura de saneamento acima da média nacional, mas com sinais de deterioração recente na cobertura de esgoto e persistência de destinação inadequada em parcela relevante dos domicílios, o que reforça
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
76.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
65.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
15.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
158.367 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.667 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.868 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
