MateirosTO

2.888 habitantes · IBGE 1712702

IA

Resumo socioambiental

Mateiros/TO apresenta, em 2022, cobertura de água de 58,5%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado (86,6%), posicionando o município no percentil 28 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse quesito. Chama atenção a perda de água na distribuição, de 52,4% em 2022, bem superior à mediana nacional (29,9%) e à do Tocantins (34,3%), colocando o município no percentil 86 (entre os piores desempenhos do país). A série histórica mostra que essa perda oscilou fortemente, caindo para 12,9% em 2019 e voltando a subir desde então, indicando instabilidade na gestão da infraestrutura hídrica que compromete a eficiência mesmo com investimentos aparentes em cobertura.

Na área de saneamento, apenas 64,2% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), também abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), com percentil 31. Mais preocupante é o destino inadequado de resíduos, atingindo 33,3% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional e estadual (14,9%), no percentil 78. Essa deficiência na coleta formal ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do setor (SEEG), embora tenham caído para 1.111 tCO₂e em 2024 (-66,6% desde 2010), permanecem associadas a um sistema de gestão ainda incompleto, com parte dos resíduos escapando à contabilização formal por disposição inadequada.

Do ponto de vista climático, Mateiros destaca-se positivamente: o balanço de emissões de GEE foi de -446.316 tCO₂e em 2024, mantendo-se negativo (sumidouro líquido de carbono) ao longo de toda a série 2010-2024, com percentil 1 nacional — um dos melhores balanços do país, embora a magnitude do saldo negativo tenha se reduzido 54,2% desde 2010, sinalizando enfraquecimento da capacidade de absorção florestal ao longo do tempo. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 23,1% no período, chegando a 8.516 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município combina um patrimônio ambiental de destaque nacional (balanço de carbono fortemente negativo) com fragilidades estruturais em saneamento básico — baixa cobertura de água, alta perda hídrica e destino inadequado de resíduos acima da média nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca (2016), mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidroclimáticos atuais. Recomenda-se priorizar investimentos na redução de perdas de água e na ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos, de modo a consolidar o padrão ambiental positivo do município com melhoria da infraestrutura urbana básica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.5%

2024

27
32.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.6%

2024

51
63.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.2%

2022

31
3.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.3%

2022

22
12.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

21
900.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-446.316 tCO₂e

2024

99
54.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.111 tCO₂e

2024

98
66.6% no período

Emissões de energia

SEEG

8.516 tCO₂e

2024

68
23.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.