MatinhasPB

4.735 habitantes · IBGE 2509339

IA

Resumo socioambiental

Matinhas/PB apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 11,8% em 2024, com queda de -31,1% desde 2010, posicionando o município no percentil 2 do país — muito distante da mediana nacional de 73,2% e do valor estadual de 59,5%. A coleta de esgoto, que chegou a alcançar 100% entre 2016 e 2021, sofreu colapso abrupto e caiu para 23,6% em 2024 (percentil 18), enquanto o tratamento de esgoto é nulo (0,0%) desde 2014, contra uma mediana nacional de 33,3%. Essa deterioração recente sugere possível falha operacional ou desativação de infraestrutura, e não apenas insuficiência histórica de investimento.

O quadro se agrava quando observado sob a ótica domiciliar: apenas 7,1% dos domicílios têm coleta de esgoto (Censo 2022), o pior resultado do país (percentil 0), e 76,1% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, também o pior indicador nacional (percentil 100), ante uma mediana de 14,9%. Essa carência sanitária se conecta diretamente ao crescimento das emissões de resíduos, que subiram +69,6% desde 2010, atingindo 2.672 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 21), mas em trajetória ascendente que acompanha o agravamento do saneamento.

As emissões totais de GEE, embora relativamente baixas em termos absolutos (9.892 tCO₂e em 2024, percentil 5), mostram alta volatilidade e um salto de +72,5% apenas entre 2023 e 2024, impulsionado tanto por resíduos quanto por energia (3.432 tCO₂e, com pico em 2016). A perda de água na distribuição, de 31,3% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) mas evidencia ineficiência operacional que penaliza ainda mais a já baixíssima cobertura de água tratada.

Registros hidrológicos de 2016 indicam exposição a eventos extremos, com 1 registro de cheia e 11 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), embora a série seja limitada a um único ano, restringindo análises de tendência. Em síntese, Matinhas enfrenta um cenário de vulnerabilidade estrutural em saneamento — com retrocessos recentes graves em água e esgoto — que amplifica riscos sanitários e ambientais, exigindo prioridade urgente de investimento em infraestrutura de saneamento básico.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

11.8%

2024

2
31.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

23.6%

2024

18
67.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.3%

2024

45
20.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

7.1%

2022

0
56.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

76.1%

2022

0
9.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

9.892 tCO₂e

2024

95
127.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.672 tCO₂e

2024

79
69.6% no período

Emissões de energia

SEEG

3.432 tCO₂e

2024

86

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.