Mato GrossoPB

2.592 habitantes · IBGE 2509370

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Resumo socioambiental

Mato Grosso/PB apresenta quadro de saneamento básico frágil, com cobertura de água de apenas 50,9% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado (77,2%), posicionando o município no percentil 21 do país. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 40,3% em 2022, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a paraibana (37,3%), evidenciando ineficiência operacional crescente na rede — a variação acumulada de mais de 1000% desde 2008 (partindo de níveis muito baixos) sinaliza deterioração estrutural do sistema, não apenas flutuação estatística.

No esgotamento sanitário, o município reportou coleta de 99,1% em 2014 (dado mais recente disponível), acima da mediana nacional de 2021 (87,8%), mas esse número não se traduz em qualidade ambiental: o tratamento de esgoto é 0,0%, ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, contrastando com a mediana nacional de 37,7% e a média estadual de 42,7%. Esse descompasso entre coleta e tratamento é o principal gargalo socioambiental do município. Quanto aos resíduos sólidos, a coleta domiciliar atinge 55,6% (2022), ainda distante da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos afeta 41,8% dos domicílios — quase três vezes a mediana do país (14,9%) e colocando o município no percentil 87 (entre os piores do Brasil), embora tenha havido melhora de 24% desde 2010.

Em emissões de GEE, o município é pouco relevante em termos absolutos (percentil 5 nacional), mas a trajetória interna preocupa: as emissões totais cresceram 91% entre 2010 e 2024, atingindo 11.201 tCO₂e, com pico em 2019 (17.305 tCO₂e). As emissões de resíduos, que somaram 1.406 tCO₂e em 2024, cresceram de forma consistente (+28,5% desde 2010), refletindo diretamente a fragilidade da gestão de destinação inadequada observada nos indicadores do Censo. As emissões de energia, embora ainda pequenas, saltaram de zero em 2010 para 3.109 tCO₂e em 2024, indicando eletrificação crescente sem contrapartida de eficiência.

Os registros de eventos extremos (2 cheias e 14 secas em 2016) posicionam o município nos percentis 87 e 93 do país, respectivamente, sugerindo vulnerabilidade hidroclimática relevante para um município de pequeno porte. Em conjunto, os dados apontam para a urgência de investimentos em tratamento de esgoto e controle de perdas de água, que são pré-condições para qualquer avanço na qualidade ambiental e na resiliência climática local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.1%

2024

15
0.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.1%

2014

0.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2014

Perda de água

SNIS/SINISA

36.2%

2024

35
130.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.6%

2022

21
23.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.8%

2022

13
24.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

11.201 tCO₂e

2024

95
91.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.406 tCO₂e

2024

95
28.5% no período

Emissões de energia

SEEG

3.109 tCO₂e

2024

88

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.