Mato LeitãoRS

4.990 habitantes · IBGE 4312153

IA

Resumo socioambiental

Mato Leitão apresenta um quadro de saneamento marcado por forte contraste entre abastecimento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atinge 99,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 88. As perdas no sistema também são baixas, em 3,9% (2022), ante mediana nacional de 29,9% e UF de 36,5% — embora tenha havido leve alta frente aos mínimos históricos de 2018-2021, o indicador segue excelente (percentil 4, entre os melhores do país).

O mesmo padrão não se repete no esgotamento sanitário. A coleta de esgoto está em apenas 6,6% (2020), muito distante da mediana nacional de 87,8% e da média gaúcha de 49,5%, e o tratamento é praticamente inexistente, com 0,7% (2022) frente à mediana nacional de 37,7%. Essa lacuna estrutural contrasta com os dados do Censo IBGE, que mostram 98,7% dos domicílios com coleta de resíduos sólidos (2022, percentil 99) e apenas 1,2% de destinação inadequada (2022, percentil 7) — sugerindo que o desafio do saneamento no município está concentrado no esgoto, não no lixo domiciliar, e que investimentos futuros deveriam priorizar estações de tratamento sanitário.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 40.854 tCO₂e em 2024, com alta de 8,1% no último ano, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 16. As emissões de resíduos, no entanto, quase dobraram desde 2010 (+97,5%), chegando a 2.411 tCO₂e em 2024 — um crescimento preocupante que pode estar associado à ausência de tratamento de esgoto e à geração crescente de resíduos sólidos, mesmo com boa cobertura de coleta. As emissões de energia também cresceram (+12,1%), somando 11.796 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hídricos, o município registrou 2 ocorrências de cheia e 4 de seca em 2016, indicadores que, embora pontuais, superam a mediana nacional (zero) e posicionam o município nos percentis 87 e 72, respectivamente. Ainda assim, a segurança hídrica projetada para 2035 é de 4,000, equiparada à mediana nacional e superior à média estadual (3,895), indicando resiliência hídrica futura relativamente favorável. Em síntese, Mato Leitão combina excelência em abastecimento de água e gestão de resíduos sólidos com uma lacuna crítica em esgotamento sanitário, que demanda atenção prioritária dos gestores locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

2.0%

2024

2
68.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

27.1%

2024

55
101.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

98.7%

2022

99
5.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.2%

2022

93
81.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

40.854 tCO₂e

2024

84
8.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.411 tCO₂e

2024

83
97.5% no período

Emissões de energia

SEEG

11.796 tCO₂e

2024

61
12.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.