Mato QueimadoRS

1.833 habitantes · IBGE 4312179

IA

Resumo socioambiental

Mato Queimado/RS apresenta abastecimento de água praticamente universalizado, com 100,0% de cobertura em 2023, valor bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média do Rio Grande do Sul (86,2%). Esse resultado, contudo, contrasta fortemente com a perda de água na distribuição, que saltou para 50,0% em 2022 — patamar muito superior à mediana nacional (29,1%) e à UF (39,4%) e representando alta de 850,6% frente ao início da série. Essa combinação indica um sistema que entrega água a praticamente todos os domicílios, mas com ineficiência operacional significativa, sugerindo perdas físicas na rede que merecem investigação técnica e investimento em manutenção.

No saneamento de esgoto, a situação é mais preocupante: apenas 53,2% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), posicionando o município no percentil 18 do país. O destino inadequado de dejetos, embora tenha caído expressivamente desde 2010 (-58,6%, para 23,1% em 2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e principalmente a média gaúcha (4,5%), colocando o município no percentil 65 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa lacuna em esgotamento sanitário é coerente com o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram 9,4% no último ano (996 tCO₂e em 2024), embora seguam em patamar baixo frente ao Brasil (percentil 2).

Do ponto de vista climático, o município tem desempenho favorável: as emissões totais de GEE caíram 21,3% desde 2010, chegando a 35.045 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Mato Queimado no percentil 14. As emissões de energia também recuaram 33,4% no período, refletindo ganhos de eficiência ou mudança na matriz local. Já os eventos hidrológicos registrados em 2016 (1 cheia e 4 registros de seca) posicionam o município nos percentis 76 e 72, respectivamente, indicando exposição relativa a eventos extremos superior à média nacional, ainda que os dados sejam pontuais e não permitam avaliar tendência recente.

Em síntese, o município combina bons indicadores de acesso à água e baixas emissões de GEE com desafios estruturais em esgotamento sanitário e perdas na rede de abastecimento. A prioridade de gestão deveria concentrar-se na redução das perdas de água e na ampliação da cobertura de coleta de esgoto, medidas que também tenderiam a conter o crescimento das emissões associadas a resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2023

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

50.0%

2022

850.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.2%

2022

18
20.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.1%

2022

35
58.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

35.045 tCO₂e

2024

86
21.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

996 tCO₂e

2024

98
9.4% no período

Emissões de energia

SEEG

1.472 tCO₂e

2024

96
33.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.