Matriz de CamaragibeAL

24.330 habitantes · IBGE 2705101

IA

Resumo socioambiental

Matriz de Camaragibe/AL apresenta um quadro crítico no saneamento de água, com cobertura de apenas 28,2% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 5 do país. Mais preocupante é a trajetória: a cobertura caiu de 42,6% em 2008 para o valor atual, uma retração de -33,9% em 14 anos, indicando desinvestimento estrutural no setor em vez de avanço. Por outro lado, a perda de água no sistema recuou para 19,3% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,9%), sugerindo que, apesar da baixa cobertura, a rede existente opera com eficiência relativa — um contraste que merece atenção dos gestores, pois eficiência operacional não substitui a necessidade de expansão do acesso.

No manejo de resíduos, o município tem desempenho positivo frente ao Brasil: 84,7% dos domicílios contam com coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do percentil 66, enquanto o destino inadequado atinge 9,6% dos domicílios, também melhor que a mediana do país (14,9%). Ainda assim, houve leve retrocesso na coleta desde 2010 (-3,0%). Esse relativo bom desempenho na coleta não se traduz em menores emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 12.767 tCO₂e em 2024, crescimento de +20,0% desde 2010 e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 73 — indicando que o volume de resíduos gerados e tratados continua pressionando o balanço de emissões locais.

As emissões totais de GEE somaram 87.573 tCO₂e em 2024, com queda de -21,9% desde 2010 e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 36. Entretanto, essa redução é puxada por outros setores, já que as emissões de energia dispararam +38,6% no período, alcançando 34.268 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 62 — refletindo maior consumo energético sem contrapartida em geração local, dado que a potência hidráulica instalada permanece estagnada em 945 kW desde 2010.

Em eventos hidrológicos, o município registrou 1 ocorrência de cheia em 2016, acima da mediana nacional (0), mas sem registros de seca no mesmo ano. O panorama geral aponta para uma prioridade clara: reverter a queda histórica na cobertura de água, que é o indicador mais crítico e discrepante frente ao país, ao mesmo tempo em que se monitora o crescimento das emissões de energia e resíduos, que crescem mesmo com a redução das emissões totais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.3%

2024

49
66.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

55.4%

2024

13
25.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.7%

2022

66
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.6%

2022

62
24.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

945 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

945 kW

2024

18
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

87.573 tCO₂e

2024

64
21.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.767 tCO₂e

2024

27
20.0% no período

Emissões de energia

SEEG

34.268 tCO₂e

2024

38
38.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.