MauésAM
65.714 habitantes · IBGE 1302900
Resumo socioambiental
Maués/AM apresenta quadro de saneamento crítico e distante da média nacional. A cobertura de água atende apenas 49,4% dos domicílios (2022), com recuo de -10,9% desde 2009, posicionando o município no percentil 19 nacional — bem abaixo da mediana brasileira de 76,5% e do desempenho médio do Amazonas (82,0%). Mais grave é o colapso do tratamento de esgoto, que caiu de 51,6% (2020) para 0,0% em 2022, uma queda de -100%, enquanto a coleta permanece estagnada em 22,9% (2020), menos de um terço da mediana nacional (87,8%). A perda de água na distribuição, de 46,9% (2022), supera a mediana do país (29,9%) e coloca o município no percentil 81 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, indicando ineficiência operacional que compromete o already baixo acesso à água tratada.
O manejo de resíduos domiciliares reforça esse cenário preocupante: apenas 47,0% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), com leve retração de -5,1% desde 2010, e 50,7% têm destino inadequado de dejetos — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e próximo ao pior patamar do país (percentil 93). Essa deficiência estrutural se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 30.846 tCO₂e em 2024, com alta de +12,6% na década e percentil 90 nacional, evidenciando que a ausência de tratamento adequado de esgoto e lixo já impacta diretamente o balanço de gases de efeito estufa do município.
No balanço geral de emissões, Maués figura como sumidouro líquido de carbono (-4,57 milhões de tCO₂e em 2024), função de sua extensa cobertura florestal, embora a série mostre oscilação relevante, incluindo um pico de emissão positiva em 2022 (2,5 milhões de tCO₂e), sinal de possível evento de desmatamento ou queimada pontual. Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que saltaram de 26.259 tCO₂e (2022) para 137.170 tCO₂e (2024), alta de +130,7%, compatível com a dependência de termelétrica fóssil de 30 MW — muito acima da mediana nacional (5 MW) — sem avanço correspondente em geração solar, estagnada em apenas 55 kW desde 2011 (percentil 6, muito atrás da mediana de 960 kW).
Por fim, o município registrou eventos de cheia (3 ocorrências) e seca (2 ocorrências) em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), e seu índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3.000) fica abaixo da mediana do Brasil (4.000), embora próximo à média estadual (3.113). Em conjunto, os indicadores apontam para um município com infraestrutura de saneamento deficitária, crescente dependência de fontes fósseis de energia e vulnerabilidade a eventos hidrológicos extremos, exigindo investimentos prioritários em tratamento de esgoto, redução de perdas hídricas e diversificação da matriz energética local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
49.4%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
22.9%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
46.9%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
50.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
30 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
55 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
55 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-4.573.764 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
30.846 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
137.170 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
