Maurilândia do TocantinsTO

3.171 habitantes · IBGE 1712801

IA

Resumo socioambiental

Maurilândia do Tocantins apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em água tratada mas deterioração relevante na gestão de perdas e no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 78,8% em 2022, alta de 35,9% desde 2008 e próxima da mediana nacional (76,5%), embora ainda abaixo da média estadual (86,6%). Esse ganho de cobertura, no entanto, é ofuscado pelo salto expressivo nas perdas de água, que chegaram a 55,8% em 2022 — variação de +744,7% desde 2008 e patamar quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%), colocando o município no percentil 89, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Isso sugere problemas de eficiência operacional na rede, com desperdício expressivo do recurso captado mesmo com a expansão da cobertura.

No saneamento de esgoto e resíduos sólidos, a situação é preocupante. Apenas 47,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), com queda de 6,8% desde 2010, bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil estadual (79,1%), posicionando o município no percentil 13. O destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 29,4% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional e da própria UF (14,9%), apesar de ter recuado 39,8% desde 2010. Essa combinação de baixa cobertura de esgoto e destinação inadequada de resíduos ajuda a explicar o aumento das emissões de resíduos, que somaram 2.096 tCO₂e em 2024 (+29,8% desde 2010), ainda que esse valor esteja bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional do município.

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 191.813 tCO₂e em 2024, alta de 38,5% em relação a 2010, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 59. A série histórica mostra grande volatilidade, com picos em 2011 e 2015 provavelmente associados a mudanças de uso da terra, seguidos de forte queda entre 2018 e 2021 e recuperação recente. As emissões de energia, embora crescentes (966 tCO₂e em 2024), permanecem marginais frente ao total municipal e muito abaixo da mediana nacional, indicando que o setor energético não é o principal driver das emissões locais. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que limita a análise de riscos hidroclimáticos mas não permite conclusões sobre ausência de vulnerabilidade.

Em síntese, o desafio prioritário do município está na gestão da infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário: a alta perda de água compromete os ganhos de cobertura, enquanto a baixa cobertura de esgoto e o destino inadequado de resíduos pressionam tanto a saúde pública quanto as emissões de GEE associadas a resíduos. Investimentos em redução de perdas na rede de abastecimento e em ampliação da coleta e tratamento de esgoto tendem a gerar benefícios simultâneos em saúde ambiental, eficiência de recursos e mitigação de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.5%

2024

22
32.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

60.2%

2024

10
238.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.6%

2022

13
6.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.4%

2022

27
39.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

191.813 tCO₂e

2024

41
38.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.096 tCO₂e

2024

87
29.8% no período

Emissões de energia

SEEG

966 tCO₂e

2024

98

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.