MazagãoAP

23.575 habitantes · IBGE 1600402

IA

Resumo socioambiental

Mazagão apresenta um quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 22,8% em 2022, bem inferior à mediana brasileira de 76,5% e ao próprio Amapá (47,0%), posicionando o município no percentil 4 do país. A coleta de esgoto é ainda mais precária, com apenas 2,9% em 2021 (percentil 3 nacional), e o tratamento de esgoto está zerado desde 2011, refletindo ausência quase total de infraestrutura sanitária. Some-se a isso uma perda de água de 77,2% em 2022, entre as piores do Brasil (percentil 98), indicando ineficiência grave na distribuição do pouco volume tratado — um problema que compromete diretamente a universalização do acesso, mesmo diante de eventuais investimentos futuros.

Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, houve avanço relevante: a coleta em domicílios saltou de 38,2% (2010) para 70,2% (2022), redução expressiva do destino inadequado, que caiu de 61,8% para 27,5% no mesmo período. Ainda assim, o município permanece acima da mediana nacional de destino inadequado (14,9%) e abaixo da cobertura mediana de coleta (76,9%), sinalizando que o progresso, embora positivo, não fechou o hiato em relação ao país e à UF (83,1% de cobertura).

No campo climático, Mazagão figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -1.742.718 tCO₂e em 2024, resultado da vegetação e uso do solo, situando o município no percentil 1 nacional (ou seja, entre os que mais retiram carbono da atmosfera). Contudo, as emissões de resíduos cresceram 131,3% entre 2010 e 2024, chegando a 12.046 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — trajetória coerente com a ainda baixa cobertura de tratamento de esgoto e disposição inadequada de resíduos, e que merece atenção para não comprometer o saldo ambiental positivo do município. As emissões de energia, por outro lado, recuaram 45,2% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, únicos dados disponíveis na série ANA, o que limita conclusões sobre resiliência hídrica local. Em síntese, o desafio prioritário de Mazagão é o saneamento básico — água, esgoto e perdas —, cuja precariedade contrasta com o papel ambiental positivo do território como sumidouro de carbono, exigindo investimentos urgentes em infraestrutura para reduzir riscos sanitários sem comprometer os ativos ambientais existentes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

41.2%

2024

13
144.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

2.9%

2021

29.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

38.4%

2024

31
47.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.2%

2022

39
84.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.5%

2022

29
55.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-1.742.718 tCO₂e

2024

99
10.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.046 tCO₂e

2024

29
131.3% no período

Emissões de energia

SEEG

9.699 tCO₂e

2024

65
45.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.