MedinaMG
20.492 habitantes · IBGE 3141405
Resumo socioambiental
Medina/MG apresenta um quadro saneamento misto, com avanço recente no tratamento de esgoto mas fragilidades em cobertura e perdas de água. A cobertura de água atingiu 78,4% em 2022, subindo 1,1% e superando a mediana nacional (76,5%), embora ainda abaixo da média mineira (84,3%). Já a coleta de esgoto recuou para 85,0% em 2021 — queda de 15% frente aos 100% mantidos até 2014 —, ficando praticamente empatada com a UF (85,0%) mas abaixo da mediana nacional (87,8%). O dado mais positivo é o tratamento de esgoto, que saltou de valores residuais até 2018 para 73,6% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (37,7%) e acima do percentil 72, resultado provavelmente ligado à operação da única ETE municipal registrada em 2020.
Apesar do avanço no tratamento, a perda de água na distribuição é preocupante: 28,2% em 2022, alta de 55,1% desde 2008, ainda que ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%). Essa perda elevada é incoerente com a meta de eficiência do sistema e sugere necessidade de investimento em infraestrutura de distribuição, mesmo com a cobertura de água em expansão. No âmbito domiciliar, a coleta de resíduos atende 74,9% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda afeta 24,5% dos domicílios — bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), embora em queda de 12,1% desde 2010.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 321.896 tCO₂e em 2024, com forte volatilidade na série (pico de 577.429 tCO₂e em 2023) e alta de 31,7% no último ano, situando o município no percentil 72 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 9.813 tCO₂e, cresceram 11,7% e estão acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo diretamente a lacuna de destinação adequada de resíduos sólidos identificada no Censo. As emissões de energia também subiram (34.529 tCO₂e, +15,8%), reforçando a necessidade de políticas integradas entre saneamento, gestão de resíduos e mitigação de emissões.
Por fim, os registros hídricos de 2016 indicam ausência de cheias, mas 8 ocorrências de seca observada, situando Medina no percentil 83 nacional para esse indicador — um sinal de vulnerabilidade hídrica que reforça a importância de reduzir as perdas no sistema de abastecimento e ampliar a cobertura de água e esgoto de forma sustentada.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
71.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
66.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
69.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
28.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
321.896 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.813 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
34.529 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
