MesquitaRJ
178.803 habitantes · IBGE 3302858
Resumo socioambiental
Mesquita/RJ apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média do RJ (89,1%), refletindo evolução expressiva desde 2008 (+229,6%). No entanto, essa universalização convive com uma perda de água de 83,2% em 2022 — muito acima da mediana nacional (29,9%) e do estado (48,6%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre as piores situações do país nesse indicador, o que sugere ineficiência operacional significativa na rede de distribuição.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta de esgoto alcançou apenas 50,8% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%) e do estado (72,7%), enquanto o tratamento ficou em 13,1% em 2022, também aquém da mediana nacional (37,7%) e da média fluminense (56,6%). Essa lacuna entre coleta e tratamento de esgoto ajuda a explicar o alto volume de emissões de resíduos, que somaram 173.873 tCO₂e em 2024 — um crescimento de +119,5% desde 2010 e percentil 98 nacional, indicando que a gestão de resíduos (sólidos e possivelmente líquidos) é hoje o principal vetor de emissões do município, superando inclusive a componente de energia (122.384 tCO₂e, percentil 84).
Do lado positivo, os indicadores domiciliares de coleta de lixo e destinação inadequada mostram bom desempenho: 94,9% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 91) e apenas 0,5% com destinação inadequada (percentil 4, ou seja, entre os melhores do país). Contudo, a infraestrutura de destinação final permanece estagnada, com apenas 1 unidade de destinação registrada desde 2011 até 2025, sem evolução, o que pode limitar a capacidade de resposta ao crescimento das emissões de resíduos observado na série histórica.
Em termos climáticos e hídricos, as emissões totais de GEE cresceram +70,9% entre 2010 e 2024, atingindo 303.958 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, inferior à mediana nacional (4,000) e à média estadual (3,022), no percentil 14 — um alerta para a resiliência hídrica futura do município, especialmente diante do histórico de perdas elevadas na rede e de registros de cheias já observados em 2016. O conjunto dos dados aponta para a necessidade prioritária de investimentos em redução de perdas de água, ampliação do tratamento de esgoto e modernização da gestão de resíduos sólidos, áreas que hoje representam os maiores desafios socioambientais do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
27.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
17.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
64.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
303.958 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
173.873 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
122.384 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
