Miguel AlvesPI

33.071 habitantes · IBGE 2206209

IA

Resumo socioambiental

Miguel Alves/PI apresenta quadro de saneamento básico crítico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 29,2% dos domicílios em 2023, patamar inferior à mediana nacional de 73,2% e ao índice estadual de 92,3%, e ainda em recuo frente ao pico de 38,0% registrado em 2020. A perda de água na distribuição chegou a 54,2% em 2023 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e mais do que o dobro do índice do Piauí (23,6%) — indicando que mais da metade da água tratada não chega ao consumidor, o que agrava a baixa cobertura e compromete a eficiência do sistema.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê: apenas 29,2% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, contra mediana nacional de 76,9%, posicionando o município no percentil 3 do país (entre os piores). Consequentemente, 67,1% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos, taxa que coloca Miguel Alves no percentil 99 nacional — ou seja, entre os municípios com pior desempenho no Brasil, apesar da melhora de 19,4% desde 2010. Essa deficiência sanitária se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 12.352 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e em trajetória de alta constante (+36,3% desde 2010), evidenciando que o problema de tratamento de esgoto e resíduos tem correlação direta com o aumento das emissões setoriais.

No balanço de gases de efeito estufa, o município emitiu 368.753 tCO₂e em 2024, valor 2,7 vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 74. As emissões de energia cresceram de forma acentuada (+78,6% desde 2010, atingindo 30.324 tCO₂e em 2024), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e sinalizando maior dependência de fontes fósseis ou ampliação do consumo sem eficiência correspondente. Os registros de eventos extremos (1 cheia e 5 secas em 2016) são pontuais na série disponível, mas já superavam a mediana nacional (zero em ambos os casos), sugerindo vulnerabilidade climática que exige monitoramento contínuo.

Em síntese, Miguel Alves enfrenta desafios estruturais simultâneos em água, esgoto e emissões, com indicadores sanitários entre os piores do país. A baixa cobertura de esgoto e o alto índice de destino inadequado de resíduos, combinados ao crescimento das emissões de resíduos e energia, apontam para a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento, que tendem a gerar ganhos duplos: melhoria da saúde pública e redução das emissões municipais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.2%

2023

10.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.2%

2023

19.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

29.2%

2022

3
74.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

67.1%

2022

1
19.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

368.753 tCO₂e

2024

26
15.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.352 tCO₂e

2024

28
36.3% no período

Emissões de energia

SEEG

30.324 tCO₂e

2024

40
78.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.