Miguel CalmonBA

25.317 habitantes · IBGE 2921203

IA

Resumo socioambiental

Miguel Calmon/BA apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, mas permanece com fragilidade estrutural no saneamento de esgoto e sinais preocupantes na trajetória de emissões. A cobertura de água atingiu 93,7% em 2022, com salto acentuado em relação a 2021 (80,5%), superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 76. Em contraste, a coleta de esgoto está em apenas 25,4% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (63,0%), colocando o município no percentil 14 — um dos indicadores mais críticos do dossiê. O tratamento de esgoto também é baixo, 13,1% (2022), abaixo da mediana nacional (37,7%) e da BA (53,1%), com apenas 1 ETE registrada no município (2020), no nível mediano nacional, mas muito aquém da capacidade estadual (317 unidades).

A perda de água na distribuição mostra melhora consistente, caindo para 18,8% em 2022 (variação de -41,5% desde a série histórica), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), o que indica gestão operacional relativamente eficiente da rede apesar da lacuna em esgotamento sanitário. Já a cobertura de coleta domiciliar de resíduos está em 66,9% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 25,5% dos domicílios — patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (17,1%), no percentil 68, o que penaliza o município. Essa lacuna em resíduos e esgoto se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos alcançaram 12.189 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 72, evidenciando que a baixa cobertura de tratamento sanitário e destinação adequada tem custo climático mensurável.

As emissões totais de GEE do município saltaram para 231.026 tCO₂e em 2024, um crescimento de 82,6% frente à série histórica e reversão de uma trajetória que chegou a ser negativa (sumidouro de carbono) entre 2017 e 2018. O valor atual supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Miguel Calmon no percentil 64 — indicando pressão crescente do uso da terra e resíduos sobre o balanço de carbono local. As emissões de energia, por sua vez, mantêm-se próximas da mediana nacional (17.277 tCO₂e vs. 18.929 tCO₂e), sem grandes distorções.

Em síntese, o município avançou significativamente na universalização da água, mas o saneamento básico segue como principal gargalo socioambiental, com baixíssima cobertura de esgotamento sanitário e tratamento aquém do padrão nacional e estadual. Essa defasagem, somada à destinação inadequada de resíduos, contribui para o aumento expressivo das emissões de GEE recentes, sinalizando a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura de esgoto e gestão de resíduos sólidos para reverter a tendência de alta nas emissões e reduzir riscos sanitários e ambientais à população.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.7%

2022

23.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

24.8%

2024

19
16.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

21.6%

2024

42

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.6%

2024

81
38.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.9%

2022

35
12.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.5%

2022

32
37.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

231.026 tCO₂e

2024

36
82.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.189 tCO₂e

2024

28
35.4% no período

Emissões de energia

SEEG

17.277 tCO₂e

2024

52
15.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.