MilagresCE

26.860 habitantes · IBGE 2308302

IA

Resumo socioambiental

Milagres/CE apresenta déficit estrutural crítico em saneamento básico, o que representa o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu 44,6% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 15 do país. A coleta de esgoto está ainda mais defasada, com apenas 27,6% (2021) frente aos 87,8% nacionais, e o tratamento de esgoto é nulo (0,0%) desde pelo menos 2016, enquanto a mediana brasileira já trata 37,7% do esgoto gerado. Essa lacuna se reflete diretamente na destinação de resíduos domiciliares: 39,6% dos domicílios têm destino inadequado (2022), quase o triplo da mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 85 (pior) do país nesse quesito — apesar de representar melhora expressiva frente aos 54,5% de 2010.

A perda de água na distribuição também é preocupante, em 36,7% (2022), acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo da média estadual (38,5%). Esse desperdício, combinado à baixa cobertura de água, sugere ineficiência operacional do sistema de abastecimento que compromete tanto a universalização do serviço quanto a sustentabilidade hídrica local, especialmente relevante dado o histórico de seca observada (16 registros em 2016, muito acima da mediana nacional de 0, embora abaixo do total estadual de 2.941).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 146.655 tCO₂e em 2024, com queda de 3,6% na série, situando o município próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 52). Contudo, as emissões de resíduos cresceram 46,8% desde 2010, atingindo 14.761 tCO₂e (percentil 77, acima da mediana nacional de 6.191 tCO₂e) — trajetória coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a alta proporção de destinação inadequada de resíduos. Em contrapartida, as emissões de energia caíram 45,8% no período, para 39.342 tCO₂e, ainda acima da mediana nacional, mas em trajetória de melhora.

A capacidade solar instalada permanece estagnada em 59 MW desde 2010, sem crescimento na série histórica, mas já posiciona o município no percentil 87 nacional, evidenciando potencial energético relevante que não vem sendo expandido. Para reverter o quadro sanitário — que é o gargalo mais evidente do município e pressiona tanto indicadores sociais quanto as emissões de resíduos — recomenda-se priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto e em redução de perdas hídricas, aproveitando a infraestrutura solar já instalada como vetor de sustentabilidade para as ações de saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.6%

2024

14
81.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

22.3%

2024

17
12.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

36.5%

2024

34
9.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.9%

2022

19
18.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.6%

2022

15
27.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

59 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

59 MW

2024

87
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

59 MW

2024

87
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

146.655 tCO₂e

2024

48
3.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.761 tCO₂e

2024

23
46.8% no período

Emissões de energia

SEEG

39.342 tCO₂e

2024

35
45.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

16

2016

4
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.