Mira EstrelaSP

3.199 habitantes · IBGE 3530003

IA

Resumo socioambiental

Mira Estrela/SP apresenta em 2024 cobertura de água de 66,5%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e bem distante do patamar do estado de São Paulo (96,6%), posicionando o município apenas no percentil 41 do país. A série histórica mostra oscilações relevantes, com queda acentuada em 2022 (51,5%) seguida de recuperação nos dois últimos anos. A perda de água, por sua vez, está em 17,2% (2024), inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (28,2%), o que é favorável, mas representa alta de 48,4% frente à série histórica, indicando piora na eficiência operacional do sistema que merece atenção da gestão local.

Em saneamento, a coleta de esgoto caiu de forma expressiva, de 95,2% em 2021 para 62,3% em 2024, uma retração de 37,7% que reverte um longo período de cobertura acima de 90%. Ainda assim, o indicador fica próximo da mediana nacional (59,9%), embora distante da média paulista (92,5%). Positivamente, o tratamento de esgoto atinge 100% (2023), superando com folga a mediana nacional (33,3%) e o próprio estado (66,6%), o que indica que, apesar da menor cobertura de coleta, todo o esgoto coletado recebe tratamento adequado — um ponto forte do município. Essa combinação sugere que o desafio atual não é o tratamento, mas a ampliação da rede coletora, cuja retração recente contrasta com a melhora nos indicadores censitários: domicílios com coleta em 87,8% (2022) e destino inadequado em queda para 8,3% (2022, -18,4% desde 2010).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 61.199 tCO₂e em 2024, com leve alta de 0,9%, mas em patamar bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 26. As emissões de resíduos (2.585 tCO₂e) e de energia (3.569 tCO₂e) também ficam abaixo das medianas nacionais, refletindo o pequeno porte populacional (~3.199 habitantes). Chama atenção, porém, que as emissões de resíduos cresceram 7,8% desde 2010, movimento que pode estar associado à retração na coleta de esgoto e à necessidade de reforço na gestão de resíduos sólidos e efluentes não coletados.

Em síntese, Mira Estrela combina baixo volume de emissões e boa eficiência no tratamento de esgoto com fragilidades na expansão da cobertura de água e, sobretudo, na coleta de esgoto, cuja queda recente é o principal ponto de atenção para gestores. Não há registros de eventos de cheia (2016), mas há um registro de seca observada, sinalizando a importância de monitorar a disponibilidade hídrica junto à recuperação da infraestrutura sanitária.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.5%

2024

41
4.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

62.3%

2024

52
37.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

26.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.2%

2024

82
48.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.8%

2022

72
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.3%

2022

65
18.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.199 tCO₂e

2024

74
0.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.585 tCO₂e

2024

80
7.8% no período

Emissões de energia

SEEG

3.569 tCO₂e

2024

85
4.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.