Miracema do TocantinsTO

18.787 habitantes · IBGE 1713205

IA

Resumo socioambiental

Miracema do Tocantins/TO apresenta, em 2024, cobertura de água de 82,8%, acima da mediana nacional (73,2%) mas ligeiramente abaixo da média estadual (84,2%), posicionando o município no percentil 64. Esse indicador vem em trajetória de queda desde o pico de 100% em 2015-2016, com retração de -2,8% no último ano, o que merece atenção da gestão local. A perda de água na distribuição, de 26,6%, é inferior tanto à mediana nacional (29,1%) quanto à média do Tocantins (30,8%), mas ainda representa mais de um quarto do volume distribuído, indicando espaço para melhoria operacional mesmo estando relativamente bem posicionada frente aos pares.

No saneamento, a cobertura de coleta de resíduos domiciliares foi de 81,4% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a média estadual (79,1%), mas em queda de -3,8% desde 2010. Paralelamente, o destino inadequado de resíduos atingiu 16,6%, acima da mediana nacional e estadual (ambas 14,9%), com alta de +7,9% no período — um sinal de retrocesso que contrasta com a boa cobertura de coleta e sugere problemas na destinação final mais do que na captação dos resíduos.

O quadro mais crítico está nas emissões de GEE, que saltaram para 1.797.680 tCO₂e em 2024, um aumento de +122,7% desde 2010, colocando o município no percentil 94 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). O salto expressivo entre 2022 e 2023 (de 727.500 para 1.631.926 tCO₂e) indica uma mudança estrutural recente, possivelmente ligada a uso do solo ou agropecuária, e não apenas a resíduos ou energia, cujas emissões (9.473 tCO₂e e 28.525 tCO₂e, respectivamente) cresceram de forma mais moderada, mas ainda acima das medianas nacionais.

Do lado da matriz energética, Miracema do Tocantins detém 451 MW de potência hidráulica instalada, um patamar muito superior à mediana nacional (10 MW, percentil 93), e mantém estabilidade em 5 MW de potência solar desde 2019, também acima da mediana nacional (908 kW). Essa infraestrutura hidrelétrica relevante para o país não se traduz, contudo, em redução das emissões municipais totais, que seguem em trajetória fortemente ascendente, exigindo articulação entre planejamento ambiental, controle de queimadas/uso do solo e gestão de resíduos para reverter a tendência.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.8%

2024

64
2.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.6%

2024

56
26.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.4%

2022

59
3.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.6%

2022

47
7.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

456 MW

SolarHidráulica

Potência solar

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

79
0.0% no período

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

451 MW

2024

93
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

79
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.797.680 tCO₂e

2024

6
122.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.473 tCO₂e

2024

36
47.3% no período

Emissões de energia

SEEG

28.525 tCO₂e

2024

41
48.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.