Miranda do NorteMA

24.377 habitantes · IBGE 2106755

IA

Resumo socioambiental

Miranda do Norte/MA apresenta quadro crítico em saneamento básico, com sinais de melhora pontual em coleta de resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu apenas 2,2% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Maranhão (59,6%), posicionando o município no percentil 0 do país. A série histórica mostra que o município já operou com cobertura superior a 55% entre 2008 e 2018, indicando retrocesso acentuado na prestação do serviço. Paralelamente, a perda de água na distribuição chegou a 98,5% em 2022, colocando Miranda do Norte no percentil 100 nacional (pior situação do país) e muito acima da mediana brasileira (29,9%) e da UF (56,3%). A combinação de baixíssima cobertura com perda quase total da água distribuída sugere colapso operacional do sistema de abastecimento, exigindo intervenção prioritária.

Em manejo de resíduos, o município evoluiu: a coleta domiciliar chegou a 84,2% em 2022 (percentil 65, acima da mediana nacional de 76,9%), e o destino inadequado caiu para 15,4%, próximo da mediana do país (14,9%), embora ainda distante do ideal. Essa melhora, contudo, não se refletiu nas emissões associadas a resíduos, que subiram 123,2% desde 2010, atingindo 14.654 tCO₂e em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e). O aumento da coleta formal, sem tratamento adequado do material captado, pode estar ampliando a geração de metano em disposição final, um ponto que merece investigação técnica.

No campo climático, as emissões totais de GEE alcançaram 510.924 tCO₂e em 2024, patamar 3,7 vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), com forte oscilação ao longo da série — picos acima de 3 milhões de tCO₂e em 2015 e 2021, provavelmente ligados ao setor de energia, que também cresceu 94,2% no período e responde pela maior parcela das emissões municipais. A presença de 332 MW de potência instalada em biomassa, estável desde 2010 e muito acima da mediana nacional (5 MW), é um ativo relevante para transição energética local, mas não impediu o crescimento das emissões do setor.

Em síntese, o município exige atenção urgente ao sistema de abastecimento de água, cuja perda praticamente total representa desperdício crítico de recursos e risco à saúde pública, enquanto os ganhos em coleta de resíduos precisam ser acompanhados de melhorias no tratamento final para conter o crescimento das emissões associadas. O perfil de emissões energéticas, elevado frente ao padrão nacional, também sinaliza necessidade de diagnóstico mais detalhado sobre as fontes emissoras locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

1.7%

2024

1
96.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

98.8%

2024

0
60.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.2%

2022

65
27.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.4%

2022

49
54.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

332 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

510.924 tCO₂e

2024

20
42.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.654 tCO₂e

2024

23
123.2% no período

Emissões de energia

SEEG

213.081 tCO₂e

2024

10
94.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.