MirangabaBA
16.185 habitantes · IBGE 2921401
Resumo socioambiental
Mirangaba/BA apresenta quadro de saneamento básico ainda aquém dos padrões nacionais, embora com avanços recentes relevantes. A cobertura de água saltou de forma expressiva para 66,8% em 2022, um salto acentuado frente aos anos anteriores (32,7% em 2021), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 38. Já a coleta de esgoto está estagnada em patamar baixo, 28,2% em 2021, bem distante da mediana do Brasil (87,8%) e mesmo do valor da Bahia (63,0%), colocando o município no percentil 15 — um dos indicadores mais críticos do dossiê.
Chama atenção a incoerência entre a baixa coleta de esgoto e o tratamento relativamente elevado: 47,9% em 2022, acima da mediana nacional (37,7%), embora com forte oscilação na série (100% em 2021, caindo depois). Essa volatilidade, somada à existência de apenas 1 ETE no município (2020), sugere fragilidade operacional e dependência de poucos ativos de tratamento, com risco de descontinuidade do serviço. As perdas de água também são preocupantes, atingindo 35,7% em 2022 — pior que a mediana nacional (29,9%) e ligeiramente acima da média estadual (35,0%) — indicando ineficiência na distribuição que pode comprometer os ganhos recentes de cobertura.
No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram 62,1% entre 2010 e 2024, atingindo 274.768 tCO₂e em 2024, valor quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 68. As emissões de resíduos também cresceram de forma consistente (+77,6% no período), chegando a 7.517 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — movimento coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o percentual ainda alto de destino inadequado de dejetos domiciliares (17,1% em 2022, igual à média estadual, mas acima da mediana nacional de 14,9%). As emissões de energia, embora tenham mais que triplicado desde 2010, permanecem abaixo da mediana nacional em 2024.
Por fim, os registros históricos de eventos hidrológicos (1 cheia e 8 secas em 2016) reforçam a vulnerabilidade climática do município frente à média estadual, que concentra grande volume de ocorrências. Em síntese, Mirangaba avançou em cobertura de água e tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios estruturais em coleta de esgoto, perdas hídricas e trajetória crescente de emissões, exigindo investimentos coordenados em infraestrutura de saneamento para reverter os riscos ambientais e sanitários identificados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
38.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
38.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
22.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
274.768 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.517 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.144 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
