MiranorteTO

13.056 habitantes · IBGE 1713304

IA

Resumo socioambiental

Miranorte apresenta em 2024 cobertura de água de 85,0%, acima da mediana nacional (73,2%) e ligeiramente superior à mediana estadual (84,2%), posicionando o município no percentil 69. Entretanto, houve queda de 1,2% em relação ao ano anterior, dando continuidade a uma trajetória de recuo desde o pico de 100,0% em 2015. A perda de água, embora ainda alta em termos absolutos, caiu expressivamente para 22,6% em 2024 (-15,0% no ano), ficando agora abaixo tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da estadual (30,8%) — um resultado positivo após anos de patamares elevados (acima de 40% em 2022 e 2023), sugerindo melhoria recente na gestão operacional do sistema de abastecimento.

No saneamento, o quadro também é favorável: 88,8% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), com avanço de 2,3% desde 2010. O destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 10,2%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), reforçando a coerência entre boa cobertura de coleta e menor disposição incorreta. Essa gestão mais estruturada de resíduos, porém, não se refletiu em redução das emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 7.142 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com alta acumulada de 16,8% desde 2010, indicando que o aumento da coleta ainda convive com maior geração de gases de efeito estufa por decomposição de resíduos.

O ponto de maior atenção é o perfil de emissões totais de GEE, que atingiu 556.362 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 82 — entre os mais emissores do país nesse recorte. O destaque negativo é o setor de energia, com 170.150 tCO₂e (percentil 88), que quase dobrou desde 2010 (+95,5%), tornando-se o principal vetor de pressão climática do município, à frente inclusive do crescimento proporcional das emissões de resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de série mais recente limita a análise de risco hidroclimático atual.

Em síntese, Miranorte mostra avanços consistentes em infraestrutura de água e resíduos, com indicadores de cobertura e perdas melhores que as referências nacional e estadual, mas enfrenta um desafio estrutural relevante em emissões de GEE, sobretudo de energia, que exige atenção prioritária dos gestores locais para alinhar o desenvolvimento econômico a metas de mitigação climática.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.0%

2024

69
1.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.6%

2024

68
15.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.8%

2022

75
2.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.2%

2022

61
23.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

556.362 tCO₂e

2024

18
32.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.142 tCO₂e

2024

45
16.8% no período

Emissões de energia

SEEG

170.150 tCO₂e

2024

12
95.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.