MirassolSP

65.485 habitantes · IBGE 3530300

IA

Resumo socioambiental

Mirassol/SP apresenta desempenho de saneamento consistentemente superior aos parâmetros nacionais. Em 2024, a cobertura de água atingiu 97,4%, muito acima da mediana nacional (73,2%) e ligeiramente acima da média estadual (96,6%), posicionando o município no percentil 90. A coleta de esgoto acompanha esse padrão, também em 97,4% (percentil 94 nacional), enquanto o tratamento de esgoto alcançou 100,0% em 2022 — patamar expressivo frente à mediana nacional de 33,3% e à média paulista de 66,6%, refletido na operação de 2 ETEs municipais. Essa combinação de alta cobertura com tratamento pleno indica baixo risco de contaminação hídrica e ambiental por esgoto não tratado, algo relativamente raro no cenário nacional.

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que embora tenha caído significativamente desde 2010 (de 41,2% para 22,8% em 2024, variação de -44,8% no período), ainda representa quase um quarto do volume distribuído perdido — abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (28,2%), mas com oscilação recente (picos de 39,1% em 2021 e 38,4% em 2022) que sugere necessidade de monitoramento contínuo da infraestrutura de distribuição. No âmbito domiciliar, o quadro é positivo: 97,3% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 97 nacional) e apenas 0,9% têm destino inadequado (2022), valor próximo à média estadual (1,0%) e muito inferior à mediana nacional (14,9%).

Nas emissões de GEE, o município registrou 290.678 tCO₂e em 2024, com queda de 5,8% em relação ao ano anterior, puxada principalmente pela redução nas emissões de energia (-5,3%, para 181.969 tCO₂e). Contudo, as emissões de resíduos seguem trajetória oposta, crescendo 28,1% no período e atingindo 35.868 tCO₂e em 2024 — valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 91), num aparente paradoxo frente ao alto índice de tratamento de esgoto e coleta de resíduos. Isso sugere que o crescimento do volume de resíduos gerados (não necessariamente sua destinação inadequada) é o fator determinante dessas emissões, indicando oportunidade de políticas de redução na fonte e aproveitamento energético do metano gerado em aterros ou estações de tratamento.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, houve 1 registro de cheia em 2016 e nenhuma seca observada no mesmo ano, dados pontuais que não permitem inferência de tendência, mas que devem ser monitorados em conjunto com o desempenho da rede de distribuição de água, dada sua relevância para a resiliência do sistema de saneamento local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.4%

2024

90
2.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

97.4%

2024

94
2.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2022

167.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.8%

2024

68
44.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.3%

2022

97
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.9%

2022

94
53.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

290.678 tCO₂e

2024

31
5.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

35.868 tCO₂e

2024

9
28.1% no período

Emissões de energia

SEEG

181.969 tCO₂e

2024

11
5.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.