Missão VelhaCE

38.767 habitantes · IBGE 2308401

IA

Resumo socioambiental

Missão Velha apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 52,7% em 2022, saindo de patamares próximos a 28-29% nos anos anteriores, mas ainda distante da mediana nacional de 76,5% e da média cearense de 69,9% (percentil 22). Já a coleta de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 2,3% em 2021 (percentil 2 nacional), refletindo estagnação de mais de uma década na faixa de 2% a 6,5%. O tratamento de esgoto seguiu trajetória de queda, chegando a 1,6% em 2022, uma retração de 60,3% desde 2010, muito inferior à mediana nacional (37,7%) e estadual (35,3%), evidenciando que o único ETE registrado no município (2020) é insuficiente para atender à demanda.

A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: 48,0% em 2022, quase triplicando o valor de 2008 (17,7%) e superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média do Ceará (38,5%), posicionando o município no percentil 83 — entre os piores do país. Esse desempenho operacional deficiente compromete a eficácia dos investimentos em ampliação de cobertura, já que parte expressiva da água captada é perdida antes de chegar ao consumidor. No âmbito de resíduos sólidos, 37,1% dos domicílios ainda têm destino inadequado em 2022, valor que caiu de 53,4% em 2010, mas continua muito acima da mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 83 de piores indicadores.

As emissões de GEE do município totalizaram 210.423 tCO₂e em 2024, quase dobrando desde 2010 (+95,2%), superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 61. As emissões de resíduos, de 18.616 tCO₂e, cresceram 50,6% no período e estão no percentil 82 nacional, coerentes com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto e a alta proporção de destinação inadequada de resíduos — evidenciando que as deficiências no saneamento têm reflexo direto no perfil de emissões do setor. As emissões de energia (48.740 tCO₂e, percentil 69) também contribuem para o total, com pico em 2018.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 chamam atenção: 2 registros de cheia (percentil 87) e 17 registros de seca (percentil 97), indicando alta vulnerabilidade climática do município frente à média nacional, quase nula nesses indicadores. Diante desse cenário, a combinação de baixa cobertura de esgotamento sanitário, elevadas perdas de água, destinação inadequada de resíduos e vulnerabilidade a eventos extremos aponta para a urgência de investimentos estruturantes em saneamento e gestão de resíduos, com potencial de reduzir simultaneamente riscos à saúde pública e emissões de GEE associadas ao setor.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.4%

2024

25
78.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

2.2%

2024

2
2.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

2.8%

2024

27
29.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.8%

2024

30
91.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.8%

2022

20
17.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.1%

2022

17
30.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

210.423 tCO₂e

2024

39
95.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.616 tCO₂e

2024

18
50.6% no período

Emissões de energia

SEEG

48.740 tCO₂e

2024

31
21.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.