Mogi das CruzesSP

468.120 habitantes · IBGE 3530607

IA

Resumo socioambiental

Mogi das Cruzes/SP apresenta indicadores de saneamento acima da média nacional, mas com sinais de estagnação e perdas operacionais relevantes. A cobertura de água atingiu 96,2% em 2022, superior à mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 80. A coleta de esgoto chegou a 93,6% em 2021 (percentil 57), também acima da mediana do país (87,8%), porém o tratamento de esgoto, embora tenha evoluído significativamente desde 2008 (+68,4% no período), estagnou em 54,7% em 2022 — abaixo da média paulista (69,6%) e distante do potencial indicado pela evolução histórica, que já havia alcançado 70,1% em 2016. Chama atenção a perda de água de 48,0% em 2022, indicador que é maior=pior e coloca o município no percentil 82 nacional, muito acima da mediana do Brasil (29,9%) e da UF (32,1%), sugerindo ineficiência na distribuição que pressiona custos operacionais e compromete a universalização plena, mesmo com apenas 1 ETE registrada no município (2020).

No eixo de resíduos e clima, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 9,8% entre 2023 e 2024, fechando o ano em 869.867 tCO₂e, ainda assim no percentil 88 nacional. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória de crescimento constante, alcançando 265.780 tCO₂e em 2024 (+39,9% desde 2010), colocando o município no percentil 99 — um dos piores posicionamentos do dossiê. Essa combinação é preocupante: mesmo com bom desempenho em coleta domiciliar de resíduos (93,8% dos domicílios atendidos, percentil 87) e baixo percentual de destinação inadequada (1,1%, percentil 7, favorável), o município mantém apenas 1 unidade de destinação registrada (2012-2024, sem expansão), o que pode explicar a pressão crescente sobre as emissões do setor, indicando gargalo estrutural na gestão de resíduos sólidos.

O setor de energia responde pela maior fatia das emissões (644.109 tCO₂e em 2024, percentil 97), com queda de 5,2% frente a 2023, mas ainda distante de trajetória consistente de descarbonização. Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,881), sinalizando vulnerabilidade futura que deve ser monitorada em conjunto com o quadro de perdas de água já identificado.

Em síntese, Mogi das Cruzes exibe boa cobertura de água e esgoto frente ao Brasil, mas enfrenta três desafios interligados: perdas de água elevadas que comprometem a eficiência do sistema, tratamento de esgoto estagnado abaixo do potencial já demonstrado historicamente, e crescimento persistente das emissões de resíduos associado à limitada infraestrutura de destinação final. A convergência desses fatores sugere que investimentos em redução de perdas e ampliação da capacidade de tratamento e destinação podem gerar ganhos simultâneos em saneamento e mitigação climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.3%

2024

81
0.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

83.0%

2024

73
5.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

62.2%

2024

70
194.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.3%

2024

19

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.8%

2022

87
4.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.1%

2022

93
38.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

869.867 tCO₂e

2024

12
9.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

265.780 tCO₂e

2024

1
39.9% no período

Emissões de energia

SEEG

644.109 tCO₂e

2024

3
5.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.