Mogi GuaçuSP
159.735 habitantes · IBGE 3530706
Resumo socioambiental
Mogi Guaçu apresenta indicadores de saneamento consistentemente acima das referências nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 97,1% em 2024, superando a mediana nacional de 73,2% e a média do estado de São Paulo (96,6%), com salto de +2,3% após mais de uma década de estabilidade em 94,9%. A coleta de esgoto acompanha o mesmo patamar, 97,1% (2024), muito acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (92,5%), colocando o município no percentil 93 do país. O avanço mais expressivo, porém, está no tratamento de esgoto: de 55–60% ao longo da década, o índice saltou para 85,5% em 2024 (variação acumulada de +42,5%), superando com folga a mediana nacional (33,3%) e a média paulista (66,6%), o que indica investimento recente e efetivo em estações de tratamento, ainda que o número de ETEs registradas permaneça em apenas 2 unidades (2020).
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que apesar da melhora recente (42,3% em 2024, ante 40,3% em 2023) permanece elevada frente à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (28,2%), sinalizando ineficiência operacional que contrasta com os bons indicadores de cobertura. Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares é sólida: 96,5% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 0,6% com destinação inadequada, valor muito inferior à mediana nacional (14,9%) e mesmo abaixo da média de São Paulo (1,0%), posicionando o município no percentil 4 (quanto menor, melhor) do país nesse quesito.
No campo climático, as emissões totais de GEE vêm em trajetória de queda, de 773,6 mil tCO₂e (2010) para 649,6 mil tCO₂e (2024, -16%), impulsionada principalmente pela redução nas emissões de energia (-1,7% no último ano, mas com queda mais acentuada frente ao pico de 2013). Em contraposição, as emissões de resíduos cresceram +11,9% na série e somam 87,3 mil tCO₂e em 2024 — o que chama atenção por conviver com indicadores tão positivos de destinação adequada, sugerindo que o volume gerado ou a disposição final (aterro) ainda contribui significativamente para o balanço de gases de efeito estufa local. O município figura no percentil 85–96 nacional para emissões totais, energia e resíduos, refletindo o porte industrial e populacional de Mogi Guaçu.
Na matriz energética renovável, a biomassa é a fonte dominante, com 51 MW estáveis desde 2010 (percentil 85 nacional), enquanto a energia solar, embora ainda modesta (2 MW em 2024), cresceu 49,3% na série recente. A potência hidráulica permanece estagnada em 7 MW, abaixo da mediana nacional (10 MW). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hídrico-climático recente, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna de monitoramento nesse indicador específico.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
97.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
85.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
42.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
60 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
7 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
649.634 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
87.320 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
506.848 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
