Mogi MirimSP

95.534 habitantes · IBGE 3530805

IA

Resumo socioambiental

Mogi Mirim apresenta um saneamento consolidado, mas com sinais de deterioração operacional que merecem atenção. A cobertura de água atingiu 92,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média estadual (95,2%), e em queda de 8,0% desde os patamares próximos a 100% observados até 2014. A coleta de esgoto chegou a 94,5% em 2021, também superior à mediana do país (87,8%) e praticamente equivalente à média paulista (94,6%). O destaque positivo é o tratamento de esgoto, que saltou para 100,0% em 2022 — o percentil 100 nacional e muito acima da mediana do Brasil (37,7%) e do estado (69,6%), resultado de uma evolução expressiva desde os 4,2% registrados em 2008.

Esse avanço no tratamento, no entanto, contrasta com a perda de água na distribuição, que chegou a 50,8% em 2022, patamar considerado ruim (maior é pior) e muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média do estado (32,1%), colocando o município no percentil 85 — entre os piores do país nesse quesito. A tendência de alta nas perdas nos últimos anos sugere fragilidades na infraestrutura de distribuição que podem comprometer a eficiência dos investimentos já feitos em tratamento de esgoto, indicando a necessidade de ações voltadas à redução de perdas físicas e comerciais na rede.

No âmbito dos resíduos sólidos, o quadro é favorável quanto ao acesso: 95,1% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), com destinação inadequada baixa, de apenas 2,1%, também melhor que a mediana do Brasil (14,9%), embora ainda superior à média de São Paulo (1,0%). Por outro lado, as emissões de GEE ligadas a resíduos cresceram 23,6% entre 2010 e 2024, atingindo 57.638 tCO₂e, no percentil 94 nacional — um indício de que o crescimento da geração de resíduos não tem sido acompanhado por reduções proporcionais de emissões, mesmo com boa cobertura de coleta.

O perfil de emissões totais de GEE do município, de 430.141 tCO₂e em 2024, está no percentil 77 nacional, com destaque para o setor de energia (294.544 tCO₂e, percentil 93), que também cresceu 20,4% no período. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de dados recentes limita conclusões sobre risco hidroclimático. Em conjunto, os indicadores sugerem que Mogi Mirim avançou significativamente no tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios crescentes em eficiência hídrica e em emissões associadas a energia e resíduos, que devem ser prioridades de gestão nos próximos anos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.4%

2024

76
10.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

85.0%

2024

76
15.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2022

2032.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.4%

2024

19
4.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.1%

2022

91
1.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.1%

2022

87
35.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

430.141 tCO₂e

2024

23
7.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

57.638 tCO₂e

2024

6
23.6% no período

Emissões de energia

SEEG

294.544 tCO₂e

2024

7
20.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.