MoiporáGO

1.693 habitantes · IBGE 5213400

IA

Resumo socioambiental

Moiporá/GO apresenta indicadores de saneamento abaixo da mediana nacional e distantes do padrão estadual. A cobertura de água chegou a 63,2% em 2024, com queda de -1,7% no período e patamar inferior ao registrado entre 2019 e 2021 (quando superou 70%); o valor fica abaixo da mediana nacional (73,2%) e bem aquém de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 36. A coleta de resíduos domiciliares também está aquém da média nacional: 69,1% dos domicílios (2022), ante mediana de 76,9% e 89,7% no estado, refletindo-se no indicador de destino inadequado, que embora tenha caído significativamente desde 2010 (-37,1%), ainda atinge 21,0% dos domicílios em 2022 — acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (5,5%).

Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu para 19,9% em 2024 (-17,6% na série), ficando abaixo tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da média estadual (25,3%), indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da cobertura limitada. Essa combinação — cobertura estagnada/em queda com perdas controladas — sugere que o desafio principal não é a infraestrutura de distribuição em si, mas a expansão da rede e da universalização do atendimento.

O quadro de emissões chama atenção: o total de GEE do município saltou para 285.996 tCO₂e em 2024, alta de 134,5% frente a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e colocando Moiporá no percentil 69 — um salto expressivo concentrado no último ano, que deve ser investigado quanto à causa (provavelmente mudança de uso do solo ou agropecuária, dado o porte do município). As emissões de energia também cresceram fortemente (+159,6%, para 4.213 tCO₂e), embora permaneçam abaixo da mediana nacional. Já as emissões de resíduos, de 982 tCO₂e em 2024, mantêm-se muito abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 2 — resultado esperado dado o pequeno porte populacional (~1.693 habitantes), mas que contrasta com a alta taxa de destinação inadequada de resíduos domiciliares, sinalizando que o problema local é mais de gestão sanitária do que de volume de emissões associadas.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (2016), enquanto o estado registrou 29 e 20 ocorrências, respectivamente, no mesmo ano — o dado é antigo e pode refletir lacuna de monitoramento local mais do que ausência real de eventos climáticos extremos. Para os gestores, prioriza-se investimento na ampliação da cobertura de água e coleta de resíduos, com atenção adicional à investigação do salto recente nas emissões totais de GEE.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.2%

2024

36
1.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.9%

2024

76
17.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.1%

2022

38
3.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.0%

2022

39
37.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

285.996 tCO₂e

2024

31
134.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

982 tCO₂e

2024

98
8.4% no período

Emissões de energia

SEEG

4.213 tCO₂e

2024

82
159.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.