Monte Alegre do PiauíPI
10.910 habitantes · IBGE 2206605
Resumo socioambiental
Monte Alegre do Piauí apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 32,4% dos domicílios em 2022, valor que representa o percentil 7 do país — ou seja, 93% dos municípios brasileiros têm desempenho melhor. Essa cifra fica muito distante da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado do Piauí (73,0%), evidenciando defasagem estrutural. Chama atenção que a série histórica mostra oscilação recente: após atingir 40,0% em 2020, o índice recuou para 32,4% em 2022, sugerindo possível deterioração ou perda de infraestrutura já instalada.
O problema se agrava quando se observa a perda de água, que chegou a 49,5% em 2022 (percentil 84, pior que a mediana nacional de 29,9% e também acima da média estadual de 46,4%). Isso indica que quase metade da água tratada não chega ao consumidor final, o que é particularmente grave dado o baixo nível de cobertura já existente — o município perde recursos hídricos escassos enquanto ainda não consegue universalizar o acesso à rede.
No esgotamento sanitário, a situação é ainda mais preocupante: apenas 39,4% dos domicílios têm coleta (2022), e 57,5% têm destino inadequado de dejetos, valor quatro vezes superior à mediana nacional (14,9%) e no percentil 96, entre os piores do país. Embora tenha havido melhora em relação a 2010 (73,6% de destino inadequado), o ritmo de avanço é insuficiente frente ao tamanho do déficit. Essa carência sanitária tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que cresceram 19,5% desde 2010, atingindo 3.560 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional, mas em trajetória de alta que acompanha a lacuna de infraestrutura de tratamento.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram 57,2% desde 2010, chegando a 597.239 tCO₂e em 2024, mas o percentil 83 indica que o município ainda emite mais que a maioria brasileira, provavelmente refletindo uso do solo e agropecuária. Notável é o salto de 1.709% nas emissões de energia desde 2010 (para 88.448 tCO₂e em 2024, percentil 79), sinalizando expansão do consumo energético que merece monitoramento. Os registros de seca (5 ocorrências em 2016) reforçam a vulnerabilidade hídrica local, tornando ainda mais urgente o investimento em infraestrutura de água e esgoto para reduzir perdas, ampliar cobertura e mitigar riscos ambientais conjugados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
27.1%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
59.1%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
39.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
57.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
597.239 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.560 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
88.448 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
