Monte Santo de MinasMG

21.301 habitantes · IBGE 3143203

IA

Resumo socioambiental

Monte Santo de Minas apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em coleta de esgoto e redução de emissões totais, mas fragilidades importantes em tratamento de esgoto e perdas de água. A cobertura de água atingiu 77,3% em 2022, praticamente empatada com a mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%), refletindo um recuo de -22,7% frente ao patamar de 100% observado até 2009. Já a coleta de esgoto, em 95,7% (2021), supera tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a UF (85,0%), posicionando o município no percentil 60. Esse desempenho, contudo, contrasta fortemente com o tratamento de esgoto, de apenas 8,2% (2022) — bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%) — indicando que o esgoto é amplamente coletado, mas majoritariamente lançado sem tratamento adequado, um gargalo estrutural que merece atenção prioritária da gestão local.

A perda de água na distribuição, de 31,7% (2022), é o segundo aspecto de alerta, superando a mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo do valor médio da UF (35,0%). A série histórica mostra piora acentuada desde 2008 (26,9%), com variação de +17,9% no período, sinalizando necessidade de investimentos em infraestrutura de saneamento para reduzir desperdício e melhorar a eficiência operacional — especialmente relevante diante da estagnação da cobertura de água.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram para 134.224 tCO₂e em 2024, uma redução expressiva de -42,6% desde 2010, colocando o município próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 10.861 tCO₂e (2024), recuaram -5,1% no período, mas permanecem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 69 — um dado coerente com a baixa taxa de tratamento de esgoto e possíveis deficiências na gestão de resíduos sólidos. Em contrapartida, as emissões de energia cresceram +8,1%, atingindo 31.560 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que sugere aumento da demanda energética sem correspondente ganho de eficiência.

Do lado social, o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares mostrou melhora considerável, caindo de 16,8% (2010) para 6,3% (2022), variação de -62,8%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo do valor da UF (7,4%). Combinado ao aumento da cobertura de coleta domiciliar para 84,5% (percentil 65), esse resultado indica progresso na gestão de resíduos sólidos urbanos, mesmo com os desafios ainda presentes no saneamento básico e no tratamento de efluentes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.3%

2022

51
22.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

95.7%

2021

60
4.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

8.2%

2022

33

Perda de água

SNIS/SINISA

31.7%

2022

46
17.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.5%

2022

65
1.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.3%

2022

71
62.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

670 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

670 kW

2024

13
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

134.224 tCO₂e

2024

51
42.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.861 tCO₂e

2024

31
5.1% no período

Emissões de energia

SEEG

31.560 tCO₂e

2024

40
8.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.