Monte SiãoMG

24.933 habitantes · IBGE 3143401

IA

Resumo socioambiental

Monte Sião/MG apresentou em 2024 avanço expressivo na cobertura de água, atingindo 82,8%, alta de 8,0 pontos percentuais em relação a 2023 e acima da mediana nacional (73,2%) e próxima ao patamar da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 65. A coleta de esgoto também melhorou para 78,9% (percentil 68, acima da mediana nacional de 59,9% e similar à média estadual), mas ainda está distante do patamar histórico de 100% observado entre 2009 e 2014, indicando que a rede não recuperou totalmente a capilaridade perdida na última década. O tratamento de esgoto, por sua vez, situa-se em 55,9%, superior à mediana nacional (33,3%) e à média de MG (44,6%), porém em trajetória de queda desde o pico de 76,5% em 2015, sinalizando possível defasagem entre expansão da coleta e capacidade de tratamento — reforçada pela existência de apenas 1 ETE no município (dado de 2020), igual à mediana nacional, mas muito aquém da média estadual de 399 unidades.

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que subiu para 34,1% em 2024 (+12,2% frente a 2023), superando a mediana nacional (29,1%) e aproximando-se do patamar estadual (35,8%). Esse indicador, associado ao percentil 61, sugere ineficiência operacional que pode comprometer os ganhos recentes de cobertura, exigindo investimento em manutenção da infraestrutura. Em contrapartida, os dados censitários de 2022 mostram forte evolução na gestão de resíduos domiciliares: cobertura de coleta de 92,9% (percentil 85, acima da mediana nacional de 76,9%) e destinação inadequada de apenas 2,7%, queda de 71,4% frente a 2010 e bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média mineira (7,4%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 100.019 tCO₂e em 2024, com recuo de 8,0% em relação a 2023, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 40. Entretanto, as emissões do setor de resíduos aumentaram 20,7% no período, chegando a 22.051 tCO₂e — valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 84, um contraste notável frente à baixa taxa de destinação inadequada de resíduos domiciliares, o que sugere que o problema está mais associado ao tratamento e à decomposição em aterros do que à cobertura de coleta. As emissões de energia, por sua vez, vêm em trajetória de alta desde 2020 (11.808 tCO₂e) até 19.850 tCO₂e em 2024, aproximando-se da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, últimos dados disponíveis na série.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.8%

2024

65
8.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

78.9%

2024

68
21.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

55.9%

2024

65

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.1%

2024

39
12.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.9%

2022

85
2.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.7%

2022

85
71.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

100.019 tCO₂e

2024

60
8.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

22.051 tCO₂e

2024

16
20.7% no período

Emissões de energia

SEEG

19.850 tCO₂e

2024

49
19.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.